Falta pouco para dizermos Feliz Compras ou Boas Compras em vez de Feliz Natal ou Boas Festas, não é mesmo?

Tudo gira em torno de presentes. Isto é ótimo para a indústria e o comércio, para o crescimento do país e para a melhoria da renda da população. Muito bom também para o setor de serviços que fica alerta, aguardando, com a certeza de que presentes não são imunes a estragos.

Quem lamenta esta época de festas é o meio-ambiente. O consumo não consciente sacrifica o planeta com bilhões de objetos e embalagens de reciclagem quase impossível, comprometedores da atmosfera tanto na sua produção como no seu transporte. Mais a poluição dos fogos, lindíssimos, sim, no mundo todo, em 31 de dezembro.

Por falar em presentes, e o nosso? Estamos pedindo a você um que nada custa e não polui (talvez gaste um poucadinho de energia elétrica). Apenas um curtir na nossa fan page do Facebook. O crescimento desse site é moroso porque os assuntos são sérios e carregados de preocupações, propostas e ponderações, como o desta nota... Mas a intenção é esta mesmo, a de pensar junto com você, dando um sentido para essa maravilhosa ferramenta chamada internet. E, juntos, estaremos buscando, em 2015, progresso e prosperidade, de forma responsável e correta. Boas... Festas!


Quando a pesquisa Top of Mind completou a maioridade, a parceria entre Instituto Bonilha e Revista Amanhã desfez-se. Quase duas décadas de pesquisas anuais, um fluxo contínuo de informações precisas e reconhecidamente confiáveis e valiosas para as empresas gerirem suas marcas.

Na relação entre Bonilha/Amanhã imperou um clima de colaboração criativa. Essa sinergia fez com que o Top of Mind não abrangesse apenas as marcas de 80 categorias; muito mais, possibilitou o lançamento de pesquisas complementares, segmentadas, a exemplo do Top Teen, Top Kids, Top Baby, Top CEO, Top Web dentre outras. A cada ano, uma novidade.

Antes pioneiro e hoje maduro, o Top of Mind segue seu destino, deixando atrás de si uma série de seguidores e imitadores por todo o Brasil.

Na foto, da esquerda para a direita, Rogerio Bonilha com Pedro Joanir Zonta, presidente da Rede Condor, Ricardo Zonta e Eugênio Esber, editor da Revista Amanhã - num dos momentos memoráveis da pesquisa Top of Mind. Liderando em quase todos os anos os resultados da pesquisa, Condor Supermercados, grupo cem por cento paranaense, completou neste ano quatro décadas de história. O crescimento constante garantiu a implantação de 39 lojas em 15 cidades do Paraná, envolvendo 11 mil colaboradores diretos, duas centrais de distribuição, resultando num faturamento de R$ 3,1 bilhões em 2013.

Leia mais: Sua marca é apenas uma manchinha na memória do consumidor?

No centro: Ricardo Zonta, campeão dos volantes e Joanir Zonta, campeão dos negócios


Para ampliar a chance de uma marca ocupar uma posição de liderança na mente do consumidor, mesmo que entre as 10 Mais, são necessárias estratégias diferenciadas de comunicação e marketing, coerentes com um de 3 possíveis cenários. A pesquisa Top of Mind é o primeiro passo para conhecer o mais fundamental: a marca existe na cabeça do consumidor? Com que força ela está presente na memória do mercado? Em qual cenário ela se insere?

Nossa experiência de quase duas décadas de pesquisa Top of Mind revelou três situações em relação às marcas lembradas pelos consumidores que habitam o Sul brasileiro.

A primeira, que chama mais a atenção, é a da marca que consegue ser lembrada por mais da metade dos entrevistados. Não é raro o segundo lugar reter um percentual pequeno. Faz parte da cultura de consumo. Por exemplo, quando se pergunta sobre refrigerantes.

A segunda situação é oposta. Ocorre quando um grande número de marcas é lembrado. São dezenas de marcas que reúnem percentuais de recordação pequenos e que acabam estabelecendo uma frágil competição entre si. Nenhuma alcança um índice de lembrança suficientemente elevado para que possa criar seu próprio espaço na mente do consumidor. Constata-se isto no segmento das churrascarias, restaurantes, pizzarias e panificadoras.

Há um terceiro cenário caracterizado por ser quase vazio: um alto número de consumidores não se recorda de nenhuma marca da categoria de produto ou serviço. Em geral, quando se trata de marcas de produtos ou serviços muito específicos.

Marcas disputam território mental


A mobilidade urbana, soluções energéticas, a captação, o controle e a reciclagem de resíduos, a segurança e o monitoramento foram alguns dos serviços exibidos na feira da Smart City Expo World Congress, maior evento mundial de Cidades Inteligentes. A quarta edição do encontro, no final de novembro, em Barcelona, reuniu 10 mil participantes e 242 expositores, de 400 cidades.

O Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) participou com quatro representantes: o diretor presidente, Sandro Vieira, o gestor de Comunicação, Ike Weber, e os executivos Roberto Marcelino e Gustavo Fanaya. Atentos à todas as novidades, obtiveram subsídios para enriquecer as discussões e o planejamento das cidades brasileiras.

“A internet das coisas, por exemplo, apareceu com muito destaque no evento por ser a base para as cidades inteligentes. Está presente no controle de tráfego e de vagas para estacionamento, na iluminação pública, no transporte e até na formação de uma nova cultura, para educar os cidadãos a não jogar lixo nas ruas e a limpar a sujeira de seus animais de estimação em áreas públicas”, disse o jornalista Ike Weber.

Observa também que a formação de cidades inteligentes depende da conexão de pessoas, de processos, de coisas e de dados. Segundo o jornalista, o compartilhamento é a chave para a inovação. “Estamos em uma era em que a competitividade se dá por outros processos, pela qualidade e capacidade de inovar, mas a informação e as experiências estão disponíveis para todos”.

Hoje, mais da metade da população vive em cidades, ambientes que movimentam 80% da economia mundial. “As cidades potencializam nossas possibilidades, por isso o sucesso está em reunir pessoas novas, criar coisas novas e trabalhar no caminho do empreendedorismo de impacto, de alto valor agregado”, afirma Sandro Vieira, do IBQP. Esclarece que "ser um empreendedor de alto impacto significa revolucionar a indústria e o ambiente de negócios, gerar renda e oportunidades de trabalho, permitir movimento e mobilidade social e ainda inspirar as gerações futuras".

A próxima edição do Smart City Expo World Congress já está marcada para novembro do ano que vem, também em Barcelona. A edição latino-americana do evento será em 2016, na cidade mexicana de Puebla.

Representantes do Paraná no Smart City Expo World Congress 


Repetem-se os ataques e contra-ataques entre políticos e pesquisadores. Esse cenário belicoso é agravado pela crescente falta de credibilidade do sistema politico e pela suspeição relativa às pesquisas eleitorais. Uma parcela dos políticos acha cômodo optar pela censura no lugar da dissecação e solução do impasse. Haja vista pensar de forma analítica e minuciosa é um comportamento raro para os representantes do autoritarismo. A situação é grave por se tratar de nova tentativa de solapar a democracia, restringindo o direito dos cidadãos à informação.

A suspeita que paira sobre as pesquisas eleitorais é incentivada pelos próprios políticos quando se sentem prejudicados pela revelação de resultados desfavoráveis que os envolvem. E, a cada nova eleição, intentam a mesma solução: acabar com elas ou neutraliza-las, impedindo sua publicação na proximidade do dia da eleição. Os eleitores, na maré das notícias negativas, acabam induzidos a desconfiar dos levantamentos de opinião. As notícias, observe-se, são superficiais e com o demérito de contornar a discussão e incitar julgamentos simplistas. Assim veiculadas, os meios de comunicação omitem-se de cumprir sua missão de praticar e zelar pela liberdade de expressão e informação.

O âmago do debate sobre as pesquisas eleitorais deveria ser outro que não o da manipulação ou fraude. O foco a ser buscado é o das técnicas empregadas para a condução das pesquisas. A incompreensão das metodologias - de como são feitas, de quando e onde são realizadas, por quem, da sua validade no tempo e do seu papel informativo - induz conclusões errôneas e precipitadas. Há de se perguntar, acima de tudo, se o maior problema não seria o do oligopólio dos institutos que as realizam? Por que uma presença tão reduzida de institutos de pesquisa no processo eleitoral? Eleições presidenciais, num país como o Brasil, precisariam ser acompanhadas e avaliadas, no mínimo, por duas dezenas de institutos. É incompreensível que, a partir do questionamento das poucas pesquisas realizadas por apenas três ou quatro institutos, pretenda-se restringir os direitos dos cidadãos de tomar conhecimento do andamento das eleições. E limitar o potencial de atuação de dezenas de institutos sérios.

Pesquisas proporcionadas pela participação no período eleitoral de uma quantidade maior de institutos, com o emprego de diferentes metodologias, tanto quantitativas como qualitativas, enriqueceriam o debate comparativo de conteúdos.Os resultados das pesquisas se originam das opiniões da população. A opinião pública, que deve ser respeitada, é devolvida à própria sociedade para que ela se veja no espelho. Livremente, sem intervenção e sem tutelagem, exceto o necessário controle da Justiça Eleitoral. Este último, já existente, é suficiente, mas poderá ser aperfeiçoado. O aprimoramento das pesquisas de opinião é o inverso do que está sendo almejado. Veja o noticiário sobre o assunto. Leia a notícia.



Um dos maiores bancos do mundo acabou de lançar um guia de orientação para investidores estrangeiros interessados no Brasil. O mérito do documento é apresentar, de forma clara e estruturada, os aspectos fundamentais a serem considerados na hora de empreender num mercado diversificado como o brasileiro. A leitura é esclarecedora para os empresários brasileiros, especialmente nesta fase crucial de planejamento para  2015. O texto, em inglês, não defende nenhuma posição oficial do banco. A finalidade é orientativa.

Brasil de braços abertos para investidores


Reformular estratégias? Maximizar resultados? Explorar oportunidades? Estabelecer diferenciais? Inspirar pessoas? Prospectar segmentos? Aproximar-se de públicos alvos? Atender demandas? Fortalecer sua imagem? Otimizar processos? Oferecer experiência diferenciada? Descobrir tendências? Obter prestígio para sua marca? Inovar? Qualificar? Competir? Influenciar? Liderar? Governar? Beneficiar? Retribuir?

Seja para o que for, pesquise. A pesquisa oferece apoio e amplia a segurança para a decisão.

O Instituto Bonilha coleta opiniões e investiga atitudes e comportamentos para conhecer, compreender e analisar objetivamente os fatos da realidade social, econômica e política.
Produz informações inteligentes para compor cenários preditivos e gerar insights norteadores de iniciativas de conquista, manutenção e exercício de poder. Saiba mais.

Chegou o momento de planejar 2015


Todos os dias você fica sabendo de alguma estatística, seja do esporte, da economia ou da política. A estatística faz parte das nossas vidas e torna-se empolgante quando revela as preocupações e crenças da comunidade ou quando descreve as mudanças do comportamento humano.

A imprensa tradicional e a internet expõem fatos estatísticos curiosos, ilustrados com tabelas e gráficos. Registros como o da obesidade impactar a produção ou até a quantificação de ataques de tubarões no mundo inteiro. Alguns não confiam em estatísticas, contudo surge a pergunta: onde ficariam mais tranquilos para entrar no mar?  No Pacífico norte-americano, numa praia da África do Sul ou surfando na Austrália? Os estatísticos profissionais ficariam confortáveis no litoral catarinense, com 95% de certeza...

O uso da estatística é ilimitado. Na educação, estão aí os resultados do Enem, na ciência o fruto das experiências são divulgados estatisticamente, e do governo fluem estatísticas de todo o tipo. Na política, a estatística está se tornando proeminente nos noticiários, proveniente das pesquisas.

Se houvesse uma compreensão maior sobre as estatísticas, os cidadãos poderiam saber quanto confiar nas pesquisas. Há informações básicas que deveriam ser do conhecimento de todos. Por exemplo: por que os percentuais nem sempre somam 100%? Por que as pesquisas atribuem "peso" (ponderação) para algumas características? O que é a margem de erro e por que é tão importante? Fica aqui uma sugestão para os professores: trazer para a sala de aula o assunto estatística básica.

Estatística dos ataques: prevalecem nos Estados Unidos, África do Sul e Austrália



Observar, ouvir, perceber, analisar, monitorar sentimentos e opiniões. Este é o nosso papel.
Pesquisamos corações e mentes. Estudamos vidas. A vida social, econômica, cultural, a vida politica das pessoas.
Se você quer conquistar a alma e o âmago das pessoas, se deseja ampliar sua presença na vida delas, poderemos sugerir como, quando e onde fazer isso.
Pesquisamos para que você penetre no cotidiano do cidadão, do consumidor, do produtor.
Pesquisamos para que o mundo fique mais próspero com a sua participação.

Quer conhecê-los ?


O último número da Revista Opet&Mercado é leitura obrigatória neste período de eleições. Além da entrevista de Rogerio Bonilha (capa), que enfoca as polêmicas pesquisas eleitorais, abrange detalhadamente os demais aspectos do processo político.

Acesso gratuito por aqui: Revista e Entrevista

Competente em tudo o que faz, o Grupo Educacional Opet mantém a Revista Opet&Mercado, publicação de primeira linha. Constitui-se numa sólida ponte entre alunos e professores e a vida profissional como ela é.

Em mais de quatro décadas, o Grupo Opet, sempre liderado por José Antonio Karam, não parou de crescer. Hoje é responsável por uma completa estrutura organizacional que inclui Pós-Graduação, Faculdade, Colégio, Opetwork Escola de Profissão, Editora – Sistema de Ensino, Educação a Distância e Instituto de Educação e Cidadania.

Classificado como uma das instituições de maior credibilidade na área de educação tecnológica, junto às empresas paranaenses, o Grupo Opet é fortemente associado à empregabilidade.

Leitura obrigatória


Esse D deveria ser o D de Democracia.

Tal dia se aproxima e a Democracia vem sendo grafada com outros Ds: o da Desconfiança, o da Dúvida e o do Desprezo.

Conceitualmente não há democracia sem que o cidadão sinta-se livre, confiante e confortável para tomar sua decisão quanto ao seu voto.

Uma escolha entre dois candidatos parece ser menos difícil, ao contrário da opção por um deputado, entre centenas deles. Mas para uma parcela expressiva dos eleitores não é assim. Muitos ainda sentem-se distantes, mesmo às vésperas da data, da escolha do homem ou mulher que governará o país a partir do próximo ano.

As causas são múltiplas e não são exclusivas desta eleição, embora a dificuldade tenha se tornado maior. Agora, por trás de dois nomes polêmicos há dois modelos de governo em jogo, duas fundamentações em conflito.

Questões não resolvidas entremeiam-se e aumentam a dificuldade: o perfil ético dos candidatos, a competência e a honestidade das equipes, além da avaliação da efetividade das suas realizações recentes.

Infelizmente o grande Debate esclarecedor, com D de Democracia não aconteceu. No seu lugar, preponderou o Duelo.

Dia D, D de Domingo.


Vale a pena reler o post de 18 de agosto. Era um alerta sobre os imprevisíveis resultados das pesquisas eleitorais que seguem critérios ultrapassados. A seguir:

A pergunta do século passado tenta ainda sobreviver: “se as eleições fossem hoje e se estes fossem os candidatos, em quem você votaria?”. A resposta do eleitor, desconfiado do como nunca, é: “ responderei sua pergunta, porém...”.

Eleitores brasileiros buscaram as vias públicas e as vias digitais para uma exigir grande mudança. Querem tudo diferente, não concordam mais com as práticas em uso para fazer política, administrar o país, representar e tratar o cidadão.

A multidão parece ter-se calado, para o alívio de muitos. Afastou-se fisicamente das avenidas, mas não voltou atrás em seus anseios de ver por terra os cenários anacrônicos, afastar do palco para os mesmos políticos e calar as mesmas vozes anunciadoras de antiquadas propostas nunca cumpridas. A mensagem que disse “basta” foi claramente passada.

Essa cortina que se fechou é transparente. Atrás dela os vultos dos cidadãos que sabem da sua força estão à espreita, observam e avaliam as paisagens que se desenham a sua frente e estão prontos para dar o próximo passo.

Dentro do novo panorama, como as pesquisas irão esclarecer o que será de 2014? A sistemática de avaliação atualmente utilizada também foi soterrada aos pés das passeatas. O alerta está no ar: para novos tempos, novas técnicas.  Chegou finalmente a hora dos indicadores de preferência, do big data, do neuromarketing, dos caçadores de tendências, do design thinking e de outros recursos para desvendar a mente dos eleitores. Previsão, agora, só com inovação.

Eleitores desconfiados + técnicas ultrapassadas = imprevisibilidade


A relação "ganha-ganha" entre a vida e o trabalho tem sido tema recorrente no meio corporativo. Várias pesquisas com executivos esclarecem as linhas divisórias entre viver e trabalhar.

Para esse público, o sucesso profissional significa atingir objetivos, fazer diferença e trabalhar com equipes competentes em ambientes produtivos. Inclui respeitar os colegas, dedicar-se plenamente às tarefas, aceitar desafios, manter níveis elevados de organização, inovar processos e ter persistência. Não menos importante, desfrutar de resultados financeiros compensadores.

O outro lado da moeda, o sucesso pessoal, de acordo com os estudos, depende da consolidação de relações gratificantes no meio familiar, entre amigos e na comunidade. Também fazem parte a felicidade, a alegria, a experiência fora da esfera laboral e o aprendizado sobre a realidade humana.

Nas pesquisas de clima organizacional, cada vez mais comuns nas empresas e instituições, esses valores passaram a ser enfocados para que a relação trabalho x vida seja conhecida. Não há mais dúvida de que empresas bem sucedidas são aquelas que possibilitam aos seus colaboradores a chance de uma existência gratificante, ao lado de um engajamento produtivo no trabalho.

Por sua vez, muitos executivos, coerentes com a tendência de impor equilíbrio entre as duas realidades, e às vezes até desafiando a vontade corporativa, estão assumindo atitudes positivas frente a vida fora do trabalho. Pode-se dizer que o case de Ike Weber, enquadra-se nessa linha. Jornalista notabilizado pela sua competência e dedicação, compenetrada atenção e premiada qualificação, de tempos em tempos, empreende uma fuga para diferentes paragens e paisagens. Sua experiência mais abrangente é a recente incursão aos recônditos das três Américas.

Sua aventura, dessa vez, superou o balanceamento da produtividade profissional com o proveito pessoal. Procurou dar um sentido mais amplo para essa vivência, revelando os desafios que os dois lados impõem e o segredo de como conciliá-los. Além das palestras que realiza em várias cidades brasileiras, expõe fotos do seu percurso até o Alasca.

Até 26 de outubro, no Shopping Barigui, em Curitiba, Gente das Américas. Fotos de Ike Weber.


Vale a pena convidar os leitores a reler nosso post de de 31 de agosto. Temos insistido que os resultados das pesquisas devem ser interpretados com o auxílio de outras referências. Os percentuais, isoladamente, nem sempre confirmam a tendência que sugerem.  Eis o texto:

Até agora, nenhuma análise publicada das pesquisas presidenciais está levando em conta o Halo Effect. O que é isso? É um fenômeno que afeta a percepção do indivíduo sobre os candidatos, levando-o a manifestar uma opinião desprovida de base real, portanto volúvel. Particularmente nesta eleição, o fenômeno revela-se muito mais forte. Motivo: fatos recentes de grande repercussão e impacto, precedidos por eventos que têm envolvido emocionalmente os brasileiros, tais como a Copa, manifestações, insegurança quanto ao consumo e sucessão de escândalos. Na eleição presidencial americana, o efeito incidiu sobre Obama desvirtuando resultados de pesquisas eleitorais.

Aconteceu



Lançado o ranking mundial das universidades referente a 2014-2015, produzido pela Thomson Reuters. É o único estudo que avalia as universidades pelo desempenho em ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e presença internacional. A lista geral expõe as 400 instituições top de todos os continentes.

O ranking denominado THE (The Times Higher Education) apresenta, em paralelo, as 100 universidades expoentes dos países que integram o bloco BRIC, nações com economias consideradas emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China e Africa do Sul. Para compor esta escala é usada a mesma metodologia que envolve 13 indicadores.

A expansão das oportunidades de acesso, a restrição de barreiras étnicas por meio de cotas, o apoio financeiro do PROUNI/FIES, dentre outras medidas, trouxeram avanços perceptíveis no quadro da educação superior brasileira. Abriram as portas dos campi universitários para milhões de jovens.

Na contramão vieram as tentativas de melhoria da qualidade e da produtividade. Não têm proporcionado a resposta esperada. São lentas ou inexistentes as transformações que poderiam fazer das universidades instituições propulsoras do crescimento e provedoras de soluções para os entraves do país.

Esta insuficiência se reflete nos comparativos com outros países que fizeram da educação prioridade. Não há no território nacional universidades com padrão de excelência internacional, exceto duas. Quatro se o ordenamento envolver apenas os países BRIC.

Pouquíssimas e em posições inferiores. 



Os candidatos, montados em seus cavaletes, chegaram sorridentes como nunca, tendo a companhia dos correligionários, da falta de imaginação e do bom senso. Acenaram para multidões fictícias e apertaram mãos constrangidas. Despejaram propostas mirabolantes para seguidores imaginários. Cantaram jingles de encantamento para atrair os miseráveis e  hinos de guerra para afastar os adversários. Panfletaram panoramicamente. Na reta final, a realidade relampeja. Saturados da própria vaidade, intoxicados de hipocrisia alheia e exaustos de tudo, chegam ao fim. Hora de fazer e refazer cálculos de vitória ou derrota e ensaiar rotas de fuga ou de festa. Preparam sua retirada para o vazio do purgatório ou, tangidos pela sorte, ensaiam sua estreia ou retorno para o paraíso do faz de conta.

Chi lo sa?


Candidatos nanicos, assim chamados pela presença irrelevante nas pesquisas, tiveram um desempenho excepcional no último debate da Rede Globo. Se irão conquistar votos não se sabe, entretanto, comprovadamente açambarcaram a atenção dos eleitores internautas. 

Durante uma hora e de forma quase absoluta, das 23 às 24 horas, monopolizaram os comentários das redes sociais, encabeçados pela candidata Luciana Genro. Quando a audiência caiu, após a meia noite, a trinca Aécio-Dilma-Marina ocupou o horário final, angariando uma quantidade bem menor de opiniões sobre seu desempenho.

O discurso convencional, no conteúdo e forma, adotado pelos três candidatos majoritários conflitou com o modo de ser e de pensar de uma boa parte dos brasileiros, especialmente dos jovens e dos desencantados com a velha política.

Estatística do G1 mostra repercussão do debate: os picos são dos nanicos. 



Qualquer que seja o resultado das eleições, a discussão da reforma política voltará à discussão e ocupará a pauta dos formadores de opinião e dos jornalistas no próximo ano. Consequência das sucessivas omissões, esquivas e, agora, do agravamento do quadro político nacional, a sua premência não mais bate à porte: entra sem cerimônias.

A questão envolve dezenas de facetas, todas elas se defrontando com barreiras imensas para qualquer consenso ou entendimento, ante os interesses cristalizados.  Mas um dos assuntos parece fugir à regra do inegociável, pois se coaduna e alicia a cobiça dos políticos, independentemente de cor partidária ou ideológica: o financiamento público das campanhas eleitorais.

DÁDIVA E DÍVIDA

Pesquisas já revelaram a posição dos eleitores ante a matéria. Embora a maioria não tenha conhecimento claro de como funcionaria esse procedimento, um expressivo número reflete sobre os dois lados: dádiva para os políticos avarentos e divida para os eleitores azarados. Esta ponderação ganha a concordância imediata dos cidadãos mais avessos à política, aturdidos com a ideia de tirar do próprio bolso recursos para financiá-la.

No papel de contribuinte, o eleitor se sentiria duplamente punido. Primeiro, ao ver desvirtuados os recursos que deveriam contemplar prioridades como saúde, segurança e educação, para um fim menos nobre, do seu ponto de vista. A outra penalidade, bancar a contragosto as eleições em todos os seus estágios e componentes. A começar, os candidatos e suas imagens assentadas em atos condenáveis.  Depois, desde o lixo nas ruas da propaganda eleitoral até a avalanche de denúncias, passando pela inconsistência das propostas nos horários eleitorais do rádio e televisão.

Os recursos públicos, concluiriam sem ingenuidade, serviriam de reforço extra para garantir maior sucesso aos que já têm assegurados os meios para a campanha. A desigualdade de forças na disputa eleitoral, entre os que podem mais e os que podem menos, permaneceria invicta, persistiria.

Eleitores alheios à reforma política


Vale a pena convidar os leitores a reler nosso post de de 31 de agosto. Temos insistido que os resultados das pesquisas devem ser interpretados com o auxílio de outras referências. Os percentuais, isoladamente, nem sempre confirmam a tendência que sugerem.  Eis o texto:

Até agora, nenhuma análise publicada das pesquisas presidenciais está levando em conta o Halo Effect. O que é isso? É um fenômeno que afeta a percepção do indivíduo sobre os candidatos, levando-o a manifestar uma opinião desprovida de base real, portanto volúvel. Particularmente nesta eleição, o fenômeno revela-se muito mais forte. Motivo: fatos recentes de grande repercussão e impacto, precedidos por eventos que têm envolvido emocionalmente os brasileiros, tais como a Copa, manifestações, insegurança quanto ao consumo e sucessão de escândalos. Na eleição presidencial americana, o efeito incidiu sobre Obama desvirtuando resultados de pesquisas eleitorais.

ACONTECEU


As discussões eleitorais sobre a maioridade penal, como esperado, têm sido superficiais. O assunto menor, cuja discussão mais aprofundada seria indispensável, na sua ausência parece enveredar por um caminho perigoso. O fato é que o menor infrator continua sendo objeto de cobertura exagerada dos meios de comunicação.

O adolescente, como é sabido, carece de uma grande necessidade de aprovação do seu grupo de referência, a que pertence e ao qual presta contas. Na busca de reconhecimento, expõe-se inconsequentemente a riscos, movido pela rebeldia natural e típica da idade.  Afinal, o caráter exibicionista, desregulado nessa fase da vida, pode contribuir para incitá-los a obter destaque no grupo, prestando-se a práticas não exatamente saudáveis e socialmente pouco acatadas.

Nas recorrentes abordagens de fatos negativos pela mídia,  relativas aos desatinos cometidos pelos menores, não se percebe  o necessário cuidado para evitar a consolidação dessa aura de onipotência que cerca o mundo dessas não mais crianças e ainda não adultos. Frequentemente emerge o inevitável assombro e indignação da sociedade diante da enxurrada de noticias sobre crimes e delitos cometidos por menores infratores. Há uma superexposição midiática do menor que comete roubos, crimes e assassinatos.

A espetacularização dos seus atos, a dramatização das reportagens, assegura-lhes um reconhecimento positivo perante seus pares delinquentes, embora negativo para as vítimas.  A própria audiência vive a dualidade de deplorar e, ao mesmo tempo, sentir-se capturada pelas histórias dessas celebridades negativas.  Esse drama social, muitas vezes, adquire dimensão de aventura cinematográfica, conferindo  poder a seus protagonistas que continuarão a empregá-lo predadoramente. Quando ocorre assalto, latrocínio, agressão ou estupro, a ênfase da notícia passa a ser os atores,  quando cometidos por menores. A violência é o fato em si, independentemente de quem a cometeu. Quando o praticante menor ganha destaque na ocorrência policial, incorre-se no risco de imprimir um reforço às ações infratoras desse segmento, dando-lhes uma visibilidade altamente compensadora.

Hoje o menor infrator tem um lugar quase de honra dentro das quadrilhas criminosas, já que, quando uma ação desses grupos resulta em prisão, cabe a eles assumir a responsabilidade pelas ações mais violentas. O menor expiatório passou a fazer parte do arsenal das quadrilhas criminosas.  Aquele meninos de 14, 16 ou quase 18 anos, praticamente inimputáveis, carregam as armas e são encarregados de dispará-las.  Heróis nas gangues e, quando muito, "apreendidos" pela sociedade.

A mídia deve  ter cuidado para não enaltecer essas ações e esses personagens para não criar novos “comando qualquer coisa da capital”. Aliás, ao nominar essas facções ou batizá-las com siglas, em letras maiúsculas,  empresta-lhes legitimação, distinção, um brilho de poder, sugerindo uma conotação aventuresca ou videogâmica.

Leia também: MENORES DO BEM




Começou a propaganda política oficial. Pelo menos dois textos consistentes, bem ensaiados pelos candidatos à presidência, buscando uma estréia impecável. Prenúncio de muitas outras palavras criteriosamente selecionadas pelos editores das campanhas. Mas duas delas, decisivas quando se pensa no destravamento de ações e destituição de privilégios que sufocam  o país, não serão pronunciadas. E fariam parte da questão que, embora a mais importante, terá um papel secundário entre os grandes temas da campanha: a reforma da Constituição.

Uma, com 29 letras, descreve algo que é efetuado de maneira muito anticonstitucional, o oposto ao prescrito na Constituição. Outra, com 27 letras, na mesma linha, designa o mais alto grau de inconstitucionalidade. São elas: anticonstitucionalissimamente e inconstitucionalissimamente. Palavras, infelizmente, fora do vocabulário de muitos brasileiros influentes, inclusive da própria Justiça.

Horário Eleitoral


O colunista da Revista AMANHÃ e diretor do Center for Inovation Excellence and Leadership (IXL), de Cambridge (EUA), acredita que as companhias não têm saída: é inovar ou morrer. Durante o 3ª Meeting de Inovação, promovido pelo Sistema FIERGS, por meio do Instituto Euvaldo Loti (IEL-RS) e do Senai-RS, o especialista em inovação Hitendra Patel (foto) destacou que os CEOs precisam saber que, além de gerenciar o presente, estão criando o futuro.

No entanto, conclui, é natural que os projetos de inovação tenham trajetórias não lineares e que envolvam muitas tentativas, erros e retrabalhos. “Se quiser ser um cozinheiro comum, siga a receita. Se quiser ser um chef, experimente”, ensina Patel. Experimentar quer dizer ganhar conhecimento e desenvolver habilidades que estabeleçam diferença entre o que costuma ser e o que poderá vir a ser. A pesquisa faz parte do contexto de experimentação.

O que você quer ser: cozinheiro ou chef?


Nova temporada nos palcos do teatro eleitoral. Candidatos avaliam resultados dos grupos focais para saber o que aprimorar em sua aparência física, na linguagem gestual e na comunicação verbal. Tudo deverá estar convincentemente integrado pois a exposição em público irá se intensificar nos próximos dias. Ante o risco de aparições desastradas, a primeira dúvida é: como os eleitores querem e devem me ver? A outra questão indissociável é: serei percebido como autêntico e verdadeiro?

É frequente a surpresa dos candidatos quando descobrem que não são o que pensam ser. Grupos de eleitores, após assistirem e discutirem horas de vídeos mostrando o candidato e seus opositores, escrutinam e autopsiam a imagem de cada um deles. Tudo é revelado: linguagem, entonação, estilo, sorriso, modo de olhar, penteado, vestimenta e, no seu conjunto, simpatia e credibilidade.

ANTES
Esta preocupação com o modo de se apresentar está presente em toda a história da política, desde a antiguidade. Mais mais recente, mais marcante e com final ignóbil, temos o exemplo do vilão nazista que manipulava as multidões com uma intencional sincronia entre vocabulário, frases de efeito e gestos. Nada era espontâneo, como tentava fazer crer. Muito pelo contrário, tudo ensaiado e proposital. Incumbia um fotógrafo de registrar seus momentos em público para análise e avaliação posterior. Em um álbum de fotos, anotava os comportamentos que provocavam maior impacto emocional, os mais persuasivos, para aperfeiçoá-los e repeti-los.

ATUALMENTE
Os tempos mudaram. A liderança, hoje, deve se distinguir pela autenticidade. Para o meio empresarial ou político, renomadas instituições de ensino disseminam conhecimento para aperfeiçoamento de atributos de liderança. Por meio da pesquisa qualitativa e do coaching, as peculiaridades positivas de uma pessoa podem ser moldadas para compor uma figura de liderança. Todo mundo tem um líder adormecido dentro de si, que se desperta pela realização das potencialidades inatas relacionadas com a atenção, razão, sinceridade, intuição e bom senso.

Claro que ainda existem, mundo afora, falsos líderes, bárbaros propensos a cometer crimes contra a humanidade em nome de doutrinas políticas ou religiosas. Cultivam artimanhas, argumentos e artifícios para a manipulação das massas. Não estão livres, no entanto, das reações que, muitas vezes, podem atingir proporções globais. Mais informados, mais alertas e mais conectados em redes sociais e digitais, os públicos presentemente tendem a distinguir as intenções mascaradas e os significados implícitos na linguagem demagógica de políticos presos ao passado e às práticas ultrapassadas.

A sociedade, agora, está mais alerta em relação a tudo que se esconde atrás das mascaras, vigilante quanto às intenções e atenta quanto aos verdadeiros significados implícitos nas mentiras explícitas.

Há quase 100 anos, um meticuloso ensaio de gestos.



O que os governadores Jaime Lerner, Roberto Requião, Itamar Franco, José Richa,, Jorge Bornhausen, Álvaro Dias, Orestes Quércia, Beto Richa e Paulo Afonso têm em comum?

São “cases” que fazem parte do “book” do Instituto Bonilha. Um portfólio contendo centenas de pesquisas eleitorais confiáveis, feitas para orientar candidatos e ajudar eleitores a escolher melhor.

O Instituto Bonilha inclui, na sua história, a participação em mais de uma dezena de campanhas para governador, 90% delas vitoriosas.

Como vemos as eleições deste ano? Como um grande desafio democrático. Como nos sentimos? Altamente qualificados, dispostos, energizados e empenhados. Como atuamos? Sob a bandeira da seriedade, independência e soberania, dialogando inteligentemente com a população.




Grupos focais (focus groups) realizados com jovens, nas proximidades de eleições, mostram o drama da exposição à violência urbana a que estão submetidos esses cidadãos brasileiros. Sentem-se desprotegidos quando circulam, sozinhos ou acompanhados, nas idas e vindas para a escola ou para o trabalho e nas andanças de lazer e entretenimento. Vivem dois papéis. Como vítimas potenciais, sofrem medo. Como suspeitos, preconceito.

Em todo lugar as mesmas queixas e constatações. Especialmente quando são menores e habitantes de regiões desfavorecidas ou periféricas, afirmam receber tratamento indigno. São vistos com desconfiança tanto por parte de civis quanto pela polícia. No caso da polícia, na  ausência de regras objetivas, informação e treinamento, a abordagem segue a intuição. E essa é influenciada pela aparência, roupa, corte de cabelo, cor da pele, tatuagem, dentre outros sinais. As condições do bairro e da habitação passam também a integrar a classificação.

Na mesma linha, os cidadãos comuns pautam sua conduta em julgamentos preconcebidos. Mantêm distância, aguardam, atravessam a rua para não cruzar com jovens. Quando dirigindo, não é incomum que prefiram avançar o sinal vermelho para não arriscar contato visual ou verbal com algum deles presente nas cercanias.

A causa dessa cautela excessiva entre todos, dessa desumana prevenção, desse receio desmesurado, está na gravidade da situação, que gera um fluxo intermitente de notícias verdadeiras sobre a violência. Violência ininterrupta que tira o gosto pela vida, quando não a própria vida. Violência gritante que coloca o pais no topo vergonhoso das estatísticas mundiais.

A eleição se aproxima e o horário eleitoral será palco para a exploração da insegurança das famílias e das comunidades. Eleitores saberão que os candidatos conhecem a demanda e que estão cientes sobre a necessidade de se fazer algo. E, novamente, as tão esperadas propostas de solução para esse descalabro virão. Virão, como sempre, fantasiadas de ... mais módulos... mais viaturas... mais efetivos... mais armamentos... Como se a quantidade de votos fosse proporcional à quantidade prometida. Que tal mais... muito mais inteligência?

Segundo eles, o voto não tira a violência das ruas.



Conhecem o ditado. Elas estão por aí, sim. Escondidas.E são muitas. Mas alguns, por desconhecimento do seu inestimável papel na democracia ou por uma visão paternalista de tutela do cidadão, tentam demonízá-las e desacreditá-las. Não são nefastas. Ao contrário, as pesquisas eleitorais devem e precisam ser vistas como um instrumentos legitimamente democráticos, que permitem dar voz às opiniões, esclarecer, informar e levar fatos relevantes à sociedade.

Engana-se quem acha que pesquisas são raras nessas eleições. A divulgação, sim, com certeza, infelizmente. Fatores variados concorrem para isto. Primeiro: é prematura a propagação de números tão distante ainda do pleito. Segundo: a pesquisa tende a ser tratada também como propaganda eleitoral e, como tal, submetida às regras eleitorais e consequentes processos judiciais que acompanham esse tipo de assunto - um terreno arriscado tanto para quem as produz como para quem as divulga. Terceiro: o franco favorito evita mostrar sua força para não acirrar a concorrência e o fraco não deseja expor a sua situação de inferioridade. Vitimando o eleitor, outras vezes seus resultados acabam sendo ocultados por meio de recursos judiciais, com a intenção de esconder o crescimento do oponente ou situações de empate às vésperas das eleições.

Mas que elas  existem, sem dúvida, existem. Todos os candidatos, todos os partidos fazem pesquisas, a forma mais segura de monitorar as preferências, o clima da competição e as mudanças de humor do eleitor. Impossível traçar qualquer estratégia de campanha política sem empregá-las, ferramentas de trabalho essenciais no planejamento de ações eleitorais.

Lado oculto

Atualmente mais sofisticadas, as pesquisas não mais se limitam a buscar percentuais de intenção de voto. A incorporação de inteligência de gestão nas campanhas, por profissionais egressos de cursos de administração e de gestão pública, de marketing e de psicologia, estão impondo uma formatação técnica no lugar da mera inspiração de alguns. A partir disto, novidades trazidas do competitivo mundo empresarial - como as plataformas de gestão, sistema de indicadores e modelos estatísticos preditivos - aportam na batalha eleitoral. E, colaborando com esses recursos, surgem novas modalidades de pesquisas para a aprimorar o conhecimento e a compreensão do comportamento eleitoral, a exemplo do que acontece nos países mais desenvolvidos.

É bem verdade que esta face mais complexa da pesquisa, marcada pela cientificidade, acaba não chegando ao grande público. A ele ainda é reservada a informação simplificada: a que apresenta os candidatos com maior chance de vencer - aliás a essência de tudo, nos moldes atuais de se fazer política, centrada em lideranças pessoais. A imensidão geográfica, o atraso cultural do país e das suas lideranças, para piorar, compõem um amplo cenário para o florescimento de informações manipuladas e para a substituição de pesquisas idôneas e verdadeiras por boatos, desorientando eleitores e políticos.

Que existem, existem mesmo.


Um dia antes do último embate da Copa que consagrou a Alemanha, 29% dos brasileiros estavam torcendo pela Argentina. A flagrante, frustrante e fragorosa derrota perante a Alemanha merecia uma revanche. Mas os brasileiros estavam mesmo divididos, pois outra parcela, inconformada com a boa performance dos argentinos, endossou a Alemanha, aposta que deu certo. O restante, na ocasião, também inconformado, escondeu-se na neutralidade.

Bem antes, em junho, as pesquisas mostravam o estado de espírito dos torcedores mundo afora. Os argentinos não estavam tão convictos: menos da metade acreditava em uma conquista favorável a eles (47%). Um quarto achava que daria Brasil (25%). Do outro lado do Atlântico, na Alemanha, o pessimismo era maior: apenas 16% dos germânicos acreditavam poder vencer. Liderava, por lá, a impressão de que a conquista caberia ao Brasil (29%).

Por aqui, praticamente dois terços dos brasileiros visualizavam a vitória (64%) e um décimo previa uma conquista alemã (10%). Os brasileiros viam a Argentina não como vencedora, mas como um sério risco crescente (34%), enquanto a Argentina enxergava o Brasil como um país com futebol bonito (39%).

Excluir-se da Copa significou contrariar a impressão mundial, registrada pela pesquisa em 19 países, de que os brasileiros jogam bem. Ao cair fora, reverteu-se a confiança dos próprios brasileiros na modalidade esportiva que faz parte da identidade nacional.

Acompanhamos o desenrolar da pesquisa com a intenção de conhecer melhor o engajamento dos fãs de um esporte que envolve e encanta multidões. A pluralidade do comportamento das torcidas e a complexidade na decisão de trocar de time na medida em que as eliminações ocorrem, mostram que o futebol é ainda um "campo" aberto e promissor para estudos das ciências humanas.

Prematuro, assim, é tentar estabelecer uma relação entre a campanha brasileira na Copa e com um impacto na outra campanha: a eleitoral. A psiquê do torcedor esteve condicionada à competição em outros sistemas sociais, o do lazer e entretenimento, com forte implicação nas agendas competitivas do sistema de defesa da nação, pela simbologia bélica implícita. Como os sistemas são inter-relacionados, sim, haverá algum rescaldo nas decisões políticas do eleitor-torcedor. Mas é impossível precisar de que forma e com qual intensidade. Pode ser mais racional, num balanço de custo-benefício do evento, ou mais emocional, somando-se as tensões relativas a vida em geral.

O que se sabe é que a frustração se distribui no tempo, ou seja, na curva da memória. Em 30 dias, a coincidir com o início da propaganda eleitoral, o desastre da derrota estará menos presente na cabeça dos eleitores. O declínio na lembrança vai depender da ênfase e das repetições na mídia. Presumindo que uma semana após o término do evento os meios de comunicação já estejam direcionados a outros assuntos, o fato estará aos poucos se encaminhando para ocupar um espaço cinzento da história do futebol brasileiro.

Mais uma queda para os brasileiros que torceram para a Argentina ganhar da Alemanha.

 


A inteligência (rara), por trás da tomada de decisões que impactam a economia e a sociedade, a exemplo da Copa do Mundo e suas consequências, será tema das campanhas eleitorais de 2014. A imposição e o acolhimento de padrões, por parte de agentes externos ou internos, expõe a fragilidade das lideranças e das instituições nacionais. FMI e FIFA são capítulos da mesma fábula, onde o cidadão, seu principal personagem, vive momentos de fantasia, frustração e fúria




Startup Grind, impulsionado pelo Google for Entrepreneurs, é a maior mobilização do gênero no mundo. É uma comunidade envolvendo 75.000 empresários iniciantes, de 100 cidades de 42 países. Estivemos na abertura e constatamos que a participação é fácil e motivadora.

O depoimento da Gradys Maioto, criadora e CEO da JáEntendi, plataforma para estimular cérebros de alunos e capacitar profissionais, empolgou a plateia.

Startup Grind é mais uma porta aberta para quem quer se realizar como empresário. Conta com apoio do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade - IBQP.

Sandro Nelson Vieira, Presdente do IBQP; Rodrigo Alvarenga, Chapter Director 
do Startup Grind e Rogerio Bonilha.


Os teóricos dos movimentos sociais, em sua maioria sociólogos, psicólogos sociais e cientistas políticos, estão tendo um trabalho a mais. Integrar, para efeito de suas sínteses, os protestos sociais à política institucional, criando modelos de compreensão da vida social cada vez melhores. Até recentemente, esses protestos eram vistos como uma forma divergente de se fazer política ou como uma intromissão nos modelos políticos tradicionais. Gradativamente, de intrusos passaram a ser considerados fatores relevantes na transição de regimes autoritários para democráticos. Na década de 70, ainda inspirados nos eventos que marcaram o mundo nos anos 60, um sólido corpo teórico sobre esses fenômenos passa a se consolidar. E, assim, a cada década, seu papel e sua conceituação vêm mudando.

Agora, o que tem estimulado um reestudo da matéria é a tendência de muitos movimentos acabarem sendo incorporados nos arranjos institucionais da política e da sociedade, sem criar um impacto desestruturador em ambas. Não trazem transformações radicais nas estruturas políticas, nem nas instituições da sociedade. Um exemplo: em alguns países, percebe-se a redução das repressões violentas contra greves, marchas e outras manifestações. Encontram-se alternativas, como a criação de canais de negociação antes-durante-e-depois. Os movimentos sociais se tornaram mais frequentes e menos disruptivos. E seus resultados, bem ou mal, vão se acomodando, encontrando lugar e sendo absorvidos.

Atualmente, há uma diversidade crescente como os sem terra, sem teto, sem maconha, sem automóveis, contra violência, com bicicleta e com armas, dentre outros; há feministas, homossexualistas, religiosos, étnicos e éticos. A nova eclosão, recente, tem na mira Copa das Copas: contra ou a favor.

Sobre este tema, fica a sugestão. Em tempo de chutes em bolas x chutes em portas, competição x quebradeiras, que os estudiosos tomem os protestos como unidade de análise. Este movimento contém processos e características específicas, embora se inter-relacione e se respalde em bases passionais, culturais e políticas mais amplas e complexas. Da nossa parte, estamos prontos para ajudar com as pesquisas. Então, vamos lá acadêmicos: driblar, apontar e... chutar no gol, marcando pontos com uma bela tese, no campo teórico.



José Mujica, Presidente do Uruguai, transmite compaixão, autenticidade, visão global e humanismo. Sua política e suas estratégias conquistam índices sócio-econômicos há muito não vistos naquele país. Posição do país na América Latina: invejável. 

Gradativamente, Mujica vai  tomando conta, no plano internacional, do espaço que era ocupado por Lula. O vídeo da sua entrevista-depoimento no Banco Mundial, em Washington, é uma aula que não deve ser cabulada pelos políticos brasileiros. Nem pelos publicitários e homens de marketing político. 

O irradiante carisma é verdadeiro? Confira. Se tiver pouco tempo para assistir, veja pelo menos o grande final, em que Mujica brilha e emociona ao falar de esperança e superação, num espanhol um tanto arrastado e sem se preocupar com a camisa que deixa a barriga à mostra. Link: http://tinyurl.com/nfl62wv


A BandNews também entrevistou, há algum tempo, o presidente uruguaio. A equipe da TV foi recebida na chácara onde ele vive, em uma casa antiga de Montevidéu; cenário simples, composto por um banco velho e um festeiro cachorro sem uma perna. Ricardo Boechat, empertigado, impecável terno e gravata, destoava de tudo, sentado com a equipe no banco. A sua frente, o presidente, (mal) acomodado numa velha cadeira comum, vestido (muito) à vontade, discorreu sobre comercio na região, relações com o Brasil,  bancos e juros, criminalidade, drogas, aborto, trabalhadores e refugiados políticos. Revelou de forma clara e fluente as soluções que vem encaminhando, com (diz ele) bons resultados. O vídeo, com legendas, está aqui: http://tinyurl.com/kpw67au



João José Werzbitzki reuniu muitos amigos, na noite de terça-feira, na Saraiva do Crystal, para lançamento de seu livro Publicitar. O conteúdo resume preciosas lições sobre publicidade, com alto sentido didático. Deve ter vendido 100 exemplares na noite, o que é um bom número, levando em conta nosso mercado.
Uma das presenças mais festejadas foi a do indiano-moçambicano Said Rahman Mahomed, radicado no Rio, e diretor fundador da Qualitymark, editora do Publicitar. Ele era escoltado pelo sociólogo Rogério Bonilha, um dos profissionais de pesquisas de opinião com comprovada eficiência em avaliar a alma do curitibano. Bonilha ficou conhecido especialmente pelos acertos continuados em pesquisas eleitorais. (Fonte: Aroldo Murá, Indústria e Comércio).
JJ e Mahomed - no livro, um capítulo sobre pesquisa.


Como renovar as cidades? Como implantar novos cenários e paisagens? Como melhorar os serviços públicos? Como aperfeiçoar processos de gestão pública? Como envolver os cidadãos? Como fazer tudo isso sem cair na mesmice?

O debate sobre inovação no planejamento e na gestão urbana torna-se oportuno e indispensável neste momento de repensar tudo:  revisão dos Planos Diretores, criação do Estatuto da Metrópole e o papel do Estatuto das Cidades, este em processo de pleno envelhecimento.

A impossibilidade de inovar todas as dimensões da cidade exige um olhar mais focado nas prioridades, abrangendo todos os tópicos das áreas de segurança, saúde, educação e mobilidade. Mesmo priorizando-as-prioridades, ou seja, concentrando-se em  atuar somente no essencial, há muito se fazer. Inevitável a dificuldade de "fazer mais com menos", particularmente na saúde e segurança. Abrem-se, então, os portões das cidades para os profissionais competentes dotados de visão criativa, planejadores e gestores públicos aptos para estrategizar e executar. Seu esforço não estaria focado na produção de soluções inovadoras originais, raras, mas na importação e adaptação de boas-práticas exitosas, mesmo se procedentes de cidades do exterior. A troca de experiências para a conhecimento, compreensão, ajuste e aplicação de soluções renovadoras é cada vez mais imprescindível.

Em paralelo, há que se disseminar novos valores à comunidade, angariando-se seu engajamento e estimulando-se a prática da cidadania. Este exercício de se manter cidadão é diário, e se concretiza no desempenho de um papel, por menor que seja, no destino da cidade. Pode ser a execução de uma simples tarefa, como a de separar o lixo ou a defesa de um conceito mais complexo, sobre violência urbana, numa reunião de professores.

A grandeza da missão de renovar as cidades requer a superação de limites. Uma cidade não terá futuro se excluir seus cidadãos desse processo. Não mais pertence e nem mais é da alçada exclusiva do governo, mesmo do municipal. Setores da sociedade precisam se entrelaçar num esforço comum, como os conselhos profissionais, as federações da indústria e do comércio, as universidades, associações e, por que não, as empresas, profissionais liberais, etc. Sem desmerecer os engenheiros de tráfego e suas simulações geo-referenciadas,  por que não integrar,  na busca de soluções de mobilidade, os motoristas de táxi e de ônibus, velhos conhecedores das mazelas do trânsito?

Nos novos tempos, os institutos de planejamento urbano, as secretarias com a mesma finalidade e assemelhados, devem recuperar seu papel e adquirir maior eficiência. As cidades precisam de centros de excelência, enfatizando a pesquisa e o desenvolvimento, que tragam resultados significativos e mensuráveis, mas convivendo com as manifestações técnicas originárias da sociedade civil.



Calma. Não é placar. Não exagero dizer que o interesse pela Copa do Mundo, nos Estados Unidos, é quase inexistente. Apenas 7% dos norte-americanos pretendem acompanhar atentamente todo o desenrolar. Em torno de um quarto, só de vez em quando. Mais de dois terços de entrevistados dizem que não darão a mínima atenção.

E pelo menos sabem onde a Copa do Mundo estará sediada? Apenas um terço sabe que acontecerá no Brasil. A maioria desconhece o lugar. E não duvide: talvez nem saibam onde fica o Brasil.

A pesquisa Reuter/Ipsos é repetida a cada 5 dias e o gráfico atualizado a cada dois. Quem não gosta de futebol do nosso jeito, pelo jeito gosta de fazer pesquisa sobre futebol.

À direita, o resultado de 15 de abril.



O coelho da família, geralmente o papai ou a mamãe, está agora se sentindo mais “pato” do que coelho nesta Páscoa.

O fato é que nossas pesquisas estão registrando a reaproximação de velhas amigas afastadas por um bom tempo: a Inflação e a Ganância. Voltaram a passear de mãos dadas pelos supermercados das cidades. Ovos de chocolate a preço de ovos da galinha de ouro. Barras de chocolate como se fossem barras de ouro. Qualidade? Duvidosa.

Mesmo assim, Feliz  Páscoa para você que nos tem acompanhado no blog do Instituto Bonilha.

Como você se sente nesta Páscoa?



Será inevitável um significativo ajuste econômico em 2015, seja qual for o resultado das eleições. A custo do PIB, sim, mas sem recessão. É o que prevê Maurício Molan, economista chefe do banco Santander, em seu diagnóstico das tendências para 2014/2015, apresentado para os membros do Conselho Consultivo do WTC, durante sua 15a. Reunião.

Na ocasião, Rogerio Bonilha alertou para o fato de que as pesquisas estão registrando uma crescente preocupação dos eleitores e consumidores com a queda do poder de compra, alta de preços e endividamento das famílias, embora os índices de inadimplência se apresentem relativamente baixos. Em resposta, Molan ponderou que, de fato, a inflação esta impactando negativamente o modelo de desenvolvimento baseado no consumo e que a inadimplência tenderá a se ampliar.

No entender do economista, este ano, por ser eleitoral, leva o governo a segurar medidas impopulares. Acredita, no entanto, que decisões econômicas mais efetivas não poderão ser evitadas no próximo ano. Seja qual for o governo, elas terão de acontecer, mesmo comprometendo o ritmo de crescimento do pais, mas ainda sem recessão.

Molan (à esquerda) justifica apreensão dos entrevistados relatadas por Bonilha (à direita).



O maior problema da pesquisa sobre as mulheres, lançada pelo IPEA, não foi a troca de gráficos. Foi o viés metodológico. A amostra não representa adequadamente a população brasileira. Os homens estão sub-amostrados (apenas um terço dos entrevistados) e as mulher sobre-amostradas (dois terços). Há excesso de representantes da terceira. idade e de evangélicos. Poucos com curso superior. A distribuição geográfica dos amostrados também não é a ideal.

Some-se outros pontos obscuros, inclusive a presença de questões da pesquisa My Word, das Nações Unidas, cujos resultados permanecem ocultos. A própria redação das questões, relativas às mulheres e a preconceitos, por vezes, chega a ser grotesca. O fato é que, desde o início da divulgação, estranhamos os números obtidos em comparação com os de outra pesquisa, realizada em Curitiba, cidade ainda um tanto quanto conservadora - veja em http://tinyurl.com/kdnhhnb



Uma pesquisa pode expor para concorrentes e adversários a vida da sua empresa ou organização. As informações buscadas demonstram sua intenção e as respostas obtidas mostram tanto fragilidades como pontos fortes. Quem, então, você convidaria para conduzir suas pesquisas indiscutivelmente necessárias para suas estratégias?  

Algumas perguntas podem facilitar sua decisão de assumir o compromisso com um fornecedor:

Existe uma política clara e transparente de segurança dos dados e informações? 
Existe abertura por parte do fornecedor para auditoria?
Há treinamento dos colaboradores do fornecedor em itens de segurança?
Existe conexão entre privacidade e tecnologia?
Os preceitos dos Códigos de Ética do setor são observados?
Quais precauções técnicas são tomadas durante a obtenção, processamento, armazenamento e acesso aos dados?
Há preocupação com a gestão de riscos pela adequação de itens de segurança de dados?
O contrato incluirá itens de confidencialidade e exclusividade?

Por último, avalie se o fornecedor e seus colaboradores têm sido habitualmente discretos, reservados e sensatos quanto a comentários sobre resultados de pesquisas já realizadas.




Na ponta dos dedos, na palma da mão, no ponteiro do mouse. Sem informação confiável e atualizada é impossível governar com efetividade. É impressionante como perdura a tendência das decisões governamentais atenderem muito mais os caprichos pessoais dos dirigentes do que as necessidades impostas pela realidade. Nota-se pouco empenho para se construir uma cultura de alta performance nos governos. E os insucessos, de rotina, são acobertados ou assumidos desavergonhadamente.
Egocentrismo + falta de rumo = desgoverno


Líderes e dirigentes estudantis da década de sessenta continuam ativos, idealistas e combatentes, contribuindo nos mais variados segmentos da sociedade. É o que pudemos constatar revendo colegas da época em que o movimento estudantil era visivelmente fervoroso e influenciava o destino do país.

No encontro, que reuniu expoentes da política estudantil daquele período, no final de março, organizado pelo ex-presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE) Juarez da Fonseca, estiveram presentes no Salão Rosa do Clube Curitibano dezenas de empresários bem sucedidos, profissionais liberais, personagens proeminentes do setor público e conhecidos nomes da política paranaense.

Num clima de camaradagem, diferentes correntes ideológicas e posições políticas opostas se fizeram representar, mas todos originários de um mesmo período de grande efervescência: os anos sessenta. Alguns jamais abandonaram a atividade pública, como Cândido Martins de Oliveira, homenageado no evento.

Rogerio Bonilha (à direita), atuante na política desde o curso secundário, ao lado de Cândido Martins de Oliveira (à esquerda) e Fric Kerin.



Juarez da Fonseca, ex-presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE) conseguiu reunir, em 2013 e 2014, um expressivo grupo de lideranças estudantis da década de sessenta. Entre os participantes discutiu-se a necessidade de se registrar a história do movimento estudantil no Paraná e de resguardar os documentos da época.

Rogerio Bonilha vem sugerindo, há algum tempo, que a novamente abandonada e depredada sede da União Paranaense dos Estudantes (UPE) abrigue um museu. Uma instituição destinada a resguardar o acervo politico e cultural das diferentes épocas da vida estudantil. Igualmente importante, seria tornar-se espaço para que experientes dirigentes estudantis, de diferentes épocas, contribuíssem voluntariamente para a formação das novas gerações de protagonistas da politica paranaense e brasileira.

Ex-presidente da UPE reúne líderes em torno de uma história gloriosa.


O curitibano está mais cada vez mais consciente da importância do combate à violência contra a mulher, mas ainda há aqueles que se negam a “meter a colher em briga de marido e mulher” e que acreditam no amor de quem agride a companheira. Essas constatações fazem parte de um estudo encomendado pela Prefeitura de Curitiba, que ouviu 1,6 mil pessoas no último mês de novembro nas nove regionais da capital.

Do total de entrevistados pelo Instituto Bonilha, responsável pela pesquisa, 98% disseram conhecer a Lei Maria da Penha – mas 76% disseram que a forma como a Justiça pune não é suficiente para proteger a mulher. Para Sandra Lia Leda Bazzo Barwinski, presidente da Comissão de Estudos à Violência de Gênero da OAB-PR, esses dados mostram avanço na percepção da população sobre esse crime. A advogada ressalta, porém, que a pesquisa aponta para clichês que ainda precisam ser desmontados.

“As pessoas ainda não ‘metem a colher’ porque não sabem como agir. A maioria ainda acredita que agredir é algo normal e que, ao denunciar, depois o casal se reconcilia e ela fica como a responsável pela denúncia”, afirma.

O velho ditado “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” recebeu a aprovação de 42% dos entrevistados (29% concordam totalmente e 13% concordam em partes). Já outros 20% disseram discordar totalmente ou em partes da afirmação “quem ama não bate” e 25% acreditam que “mulher que apanha é porque provoca”. 

Por conta desses porcentuais, a secretária municipal da Mulher, Roseli Isidoro, disse que o combate a esses tabus será uma das prioridades da prefeitura no combate à violência doméstica. “Ao meter a colher você pode salvar a vida de uma mulher. Acredito que só desmontaremos esses clichês com muita campanha e, por isso, está reservado R$ 1,4 milhão para campanhas de conscientização sobre a Lei Maria da Penha e esses tabus”. 

O levantamento também mostrou que a população da capital considera o ambiente doméstico mais propenso para atos de violência contra as mulheres e que 74% concordam totalmente com a afirmação de que agressões físicas e verbais contra companheiras podem levar a um assassinato. 

De acordo com o último Mapa da Violência divulgado pelo Instituto Sangari, Curitiba teve 95 homicídios femininos em 2010 – uma taxa de 4,7 por 100 mil, a 21.ª entre as capitais brasileiras. O Paraná, entretanto, ocupa a terceira colocação nesse ranking – foram 338 casos em 2010, taxa de 6,3. O índice paranaense está acima da taxa nacional (4,4 homicídios femininos). 



Quando você resolve enfrentar desafios - leia-se problemas - da sua empresa ou organização, o ideal é empregar evidências quantitativas e qualitativas na sua solução.

Não basta a intuição. Esta não deve ser substituída, mas encontrar o seu lugar no processo formal de análise de informações objetivas que retratam a realidade. Não esquecendo, na tentativa de melhoria e progresso, de agregar a experiência e a memória do que já funcionou antes e do que não funciona mais.

Uma visão holística e integrada é mais eficiente do que uma visão isolada, apenas quantitativa ou unicamente qualitativa ou só com base na experiência histórica ou inspiracional.

No trabalho de investigação, são de grande valor o aprofundamento e a interpretação qualitativa de resultados que mostram quantidades, montantes e proporções. A análise estatística quase sempre se apresenta desprovida de calor humano, de motivações e peculiaridades que são percebidas e compreendidas quando são usadas as entrevistas em profundidade e os grupos focais, técnicas qualitativas de pesquisa consagradas no mundo todo.
Duas forças fundamentais complementares que se encontram em todas as coisas, inclusive nas pesquisas.