A urna eletrônica, ela sim, precisa conhecer com a máxima segurança quem o eleitor é. Hoje existem métodos para checar a identidade do cidadão. São os que os bancos usam. Para votar, as urnas brasileiras, na sua singeleza, não exigem upload de dados, senha do eleitor, resposta às questões que só o eleitor saberia responder. O método é mais elementar: presença física, um documento com o nome e a digital. Faz parte do kit da urna o lenço de papel, pois nem sempre a datiloscopia funciona. Há risco? Há discussões a respeito, preocupações de especialistas em segurança cibernética, mas nenhuma hipótese de fraude ou acesso ilegal foi comprovada. Estará superada em breve? Sim.

Tecnologia nova já existe e, em eleições estrangeiras, vem sendo gradativamente testada. A forma de identificação de dois fatores, talvez você conheça, é avançada principalmente se conjugada com a leitura digital ou facial. Em breve, quando as urnas eletrônicas forem substituídas por meios mais práticos e invulneráveis, você poderá votar tal como opera atualmente sua conta bancária, no computador ou no celular. Fazer um pagamento é algo semelhante a votar. Você compra, com o valor do seu voto, o serviço que um representante político irá prestar à comunidade.

O progresso está chegando com o processamento blockchain. Transparência é a grande vantagem. Seu voto em blockchain não desaparece: terá como acompanhá-lo, desde o momento em que o efetivar, até o destino final, a contagem e o resultado. Conhecerá seu trajeto inteiro. E tem gente ainda querendo implantar o recibo do voto em papel impresso. Mediante blockchain seu voto entra numa corrente que o impede de ser hackeado ou alterado, enquanto você permanece anônimo. Creia, é matematicamente possível provar que você votou sem dar a conhecer a sua existência. A coisa chama-se "zero-knowledge proof".

A responsabilidade da Justiça Eleitoral, dos partidos políticos e dos candidatos é oferecer um sistema seguro de votação que conquiste o máximo de confiança do eleitorado, garantindo a legitimidade de cada voto. Tecnologia ajuda.

Hora de renovar: novos equipamentos para votar e novos líderes para governar.


Imagine a manchete do dia mencionando a diferença de 2 pontos a favor do candidato X: “disputa apertada”. No dia seguinte, outra pesquisa eleitoral mostra o candidato Y na frente, por 2 pontos, gerando novo destaque: “reviravolta com Y na dianteira”. É um exemplo de como o tratamento jornalístico dos resultados das pesquisas não tem sido adequado. No caso, a margem de erro apontava empate entre os concorrentes tanto na primeira como na segunda rodada. É muito comum, nas matérias sobre pesquisas, ignorar-se o impacto dos erros amostrais. Outro caso clássico é o do exagero: “candidato Z cresce 100% em uma semana”. Tinha 1% e atingiu 2%.

Em que pese a falta de conhecimento da mídia para publicar resultados de pesquisa, a questão preocupante é outra. Na composição de títulos e conteúdos tenta-se persuadir o leitor eleitor ao invés de informá-lo? A desconfiança nos meios de comunicação é antiga. Eles representam interesses próprios, de grupos dominantes, de anunciantes e da sociedade. Por vezes, acentua um deles. A hipótese vai se confirmando a cada novo período de disputa por cargos eletivos: grupos de comunicação, sim, buscam influenciar o processo de escolha de candidatos.

A forma usual de participar do jogo político é a de enfatizar a “corrida de cavalos”, usando da pesquisa para indicar quem está vencendo e criando uma armadilha informacional ao omitir o fundamental: quem são os candidatos em si. Suas qualidades, atributos, realizações e competências repousam em segundo plano. Os debates, raros, oferecem a chance do eleitor conhecer as ideias e o significado da filiação ideológica dos concorrentes. Contudo, mal conduzidos, em horários nada nobres e com controle dos minutos de voz - fracassam. Para os mais interessados, miseravelmente, resta a mídia social: Fake-Book e Go-Go.

O comparativo entre as coberturas noticiosas europeias e americanas, pelo número expressivo de eleições das últimas décadas nessas regiões, revela posturas diferentes. No primeiro caso, entendem que as pesquisas constituem um valioso instrumento para um jornalismo de precisão. Ao contrário, estudos evidenciam que no modelo americano elas são utilizadas para revelar a evolução da preferência dos eleitores, dando pouco destaque às causas ou ações que a provocaram. Um padrão apreciado pelo jornalismo brasileiro.

Nessa linha, os meios de comunicação esculpem para a opinião pública imagens de candidatos, distinguindo os vencedores dos perdedores, mostrando rotas de ascendência e queda, como numa competição esportiva - dando primazia às variações quantitativas. Poucos são os analistas a oferecer textos substanciosos. Prevalece o superficialismo da computação de pontos, pois a cada nova pesquisa os resultados são comparados com anteriores, com os de outras pesquisas, segmentados em regiões, candidato cotejado com candidato, sendo relembrados os desempenhos e variações numéricas em pleitos anteriores. No final, tal esforço desembocará em outra contagem, a de votos.

Jornalistas europeus, por sua vez, usam os resultados de pesquisas de forma seletiva e equilibrada, primando pela objetividade. Embora esse seja um conceito acatado pelos dois lados, os europeus são mais críticos ao levar em conta as forças e as ideologias por trás da ação política. Na leitura americana, objetividade é sinônimo de neutralidade, para a qual não há espaço em se tratando de disputa pelo poder. Para eles, as campanhas são de políticos e existem para políticos buscarem ascensão, vitória e poder.

No Brasil, o modelo predominante é o americano, “agraciado” com os escândalos e as divergências entre resultados de pesquisas, proporcionando um caldo para a cultura de candidaturas que, semeadas, crescem sem raiz e caule, sem origem e natureza e que despontam apenas pela divulgação de números duvidosos.  Adquirem posições virtuais discutidas e questionadas, exaustiva e bravamente, no transcorrer de toda campanha.

De fato, as respostas das dezenas de questões feitas aos entrevistados são desconsideradas nas reportagens. São elas que revelam as atitudes dos eleitores, mas acabam cedendo lugar aos eventos dos candidatos, basicamente subida ou declínio. Excepcionalmente ocorrem explicações para as variações, pífias, sustentadas por estereótipos negativos: ele é pouco carismático, aparenta estar doente, é corrupto, não tem energia, é feio, não sabe se expressar. Quando o competidor ganha terreno, o sucesso pode ser justificado pela melhoria da comunicação pessoal ou à mudança de estilo da campanha.

Os meios de comunicação reconhecem que as pesquisas alimentam o interesse dos seus públicos pelas campanhas. A necessidade de pesquisa é tanta que, mesmo com a crise que restringiu a produção das pesquisas, institutos que erraram anteriormente estão de volta como se nada tivesse acontecido, reaplicando os métodos arriscados de medir a opinião pública. A demanda também deu lugar a novas e improvisadas empresas a ousar metodologias não testadas para registro do comportamento eleitoral.

Corroborando com a ideia da fórmula “poder = pesquisa + pena”, cresce o patrocínio dos grupos de comunicação aos institutos de pesquisa, alguns indo além, criando estruturas próprias, tornando-se autossuficientes. A pesquisa tornou-se imprescindível para o exercício do jornalismo, como contribuição à integração de três perspectivas - persuasiva, informativa e objetiva - embora a última não receba o tratamento aprofundado merecido.

Quanto mais o eleitor conhece e compreende o processo eleitoral, por meio de pesquisas confiáveis e de coberturas independentes de fatores emocionais, melhor ele escolhe as lideranças do país. Ao tratar a disputa eleitoral como se fosse um jogo esportivo, a mídia priva o eleitor de fazer julgamento crítico dos candidatos e de tomar decisão racional.

O fato é que, querendo ou não, a mídia transforma as campanhas naquilo que o eleitor já descobriu: são eventos de encenação teatral que, ao lado da propaganda negativa, dos ataques recíprocos e do poder financeiro, acabam desprovidos de seriedade e desservindo a democracia.

Quem escolhe o Presidente, os Governadores e os Senadores? Você ou a mídia?



Organização presente há 30 anos no ramo de pesquisa de mercado passa a disponibilizar seus conhecimentos para agências de propaganda empreenderem nessa área. Oferece consultoria para a implantação de departamento ou até mesmo para criação de um instituto de pesquisa agregado à agência.

A iniciativa constitui-se numa oportunidade, nesse momento em que a pesquisa de mercado vem ganhando papel relevante entre as atividades típicas das agências. É fundamental para integrar e alinhar as tradicionais funções de atendimento, planejamento, criação, produção e veiculação - seguindo a tendência “full-service”.

Pesquisa: antes importante, agora indispensável

Para a missão da agência, são imprescindíveis o conhecimento e a compreensão dos perfis de públicos, da força das marcas, dos impactos das campanhas, da satisfação dos consumidores e da receptividade a novos produtos e serviços.

O avanço da tecnologia e da metodologia de pesquisa, tornadas mais acessíveis, ampliaram o acesso às informações estratégicas e de apoio à decisão. Ainda mais quando a agência dispõe de uma estrutura ou departamento próprio para planejamento e execução de projetos de pesquisa internas ou como unidade autônoma de serviço aos clientes.

Pesquisa unifica áreas

A reorganização das agências de propaganda, privilegiando a pesquisa, reflete a confiança neste instrumento como mediador entre atendimento, planejamento, criação, produção e mídia. Reconhecem que uma visão integrada auxilia a condução do cliente a uma posição de liderança no mercado.

Também atende o novo comportamento das empresas de recorrerem somente às agências que estão sintonizadas com os fluxos de informações provenientes do mercado, na expectativa de que a criatividade da comunicação esteja bem orientada pela realidade dos públicos de interesse, especialmente frente à concorrência.

Pesquisa é diferencial

A pesquisa de mercado agrega valor ao planejamento da comunicação interna ou externa das organizações e empresas, dando distinção a quem a pratica. Em tempos de crise e transformação, quando as agências de propaganda perdem espaço para inúmeros concorrentes de serviços específicos, volta a premência de verticalizar-se, abrangendo operações de mídia social, design, relações públicas, produção gráfica e, acima de tudo, pesquisa de mercado.

Para detalhes sobre a consultoria, interessados devem manifestar interesse pelo e-mail: contato360@bonilha.com.br

Agências de propaganda passam a explorar pesquisa de mercado como diferencial



1.     Quais são as vantagens da Pesquisa Top100?
2.     A Pesquisa Top100 entrevista quem?
3.     Por que a Pesquisa se chama Top100?
4.     Quantos entrevistados são amostrados?
5.     Como são identificados os que conhecem a empresa ou produtos?
6.     Como são feitas as entrevistas?
7.     Quais resultados a Pesquisa Top 100 revela?
8.     Para que servem os resultados da Pesquisa Top 100?
9.     Como é feita a análise dos resultados?
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Pesquisa inovadora e econômica.



O histórico das pesquisas sobre a eleição vitoriosa de Trump revela que a definição cuidadosa de metodologias, rigorosamente moldadas pelo contexto competitivo, foi decisiva para a existência de previsões acertadas.

Os resultados mais próximos da realidade das urnas vieram dos trackings, acompanhamentos feitos dia a dia, junto aos eleitores, durante todo o período de campanha eleitoral.

A medição diária do comportamento dos eleitores realizada pelo USC Tracking (South California University), baseada em uma amostra bem equilibrada e em cruzamentos de indicadores consistentes, indicou a possibilidade da vitória de Trump. Ela assemelhou-se ao bem sucedido tracking aperfeiçoado e utilizado, eleição após eleição, pelo Instituto Bonilha.

Nas pesquisas norte-americanas aconteceram equívocos, sim, especialmente com as estimativas esporádicas e realizadas com públicos-alvo mal definidos.

Uma das razões apontadas para a ocorrência de previsões errôneas foi a das amostras baseadas no perfil de votantes da eleição anterior. Ignorou-se a mudança, na participação, de segmentos importantes. Por exemplo, diminuiu a de negros e millenials e aumentou a de brancos nas áreas rurais.

No Brasil, pode-se antever que grandes contingentes de eleitores irão esquivar-se das eleições, não apenas pela ausência física, mas optando pelo voto branco ou nulo. Se as pesquisas não estiverem atentas a estes “não-eleitores”, caminharão para desacertos monumentais. Outras alterações de comportamento poderão ocorrer no calor da disputa, com nuances que somente pesquisas diárias poderão captar.

Quem procura informações sobre as previsões da vitória de Trump sobre Hillary em 2016, com base em pesquisas eleitorais, achará as duas versões: estavam corretas ou foram refutadas.

Analistas, para fundamentar explicações úteis para o aperfeiçoamento dos métodos de pesquisa, tentam localizar a causa das falhas e compor teorias a respeito. Nos Estados Unidos,  a dificuldade inicial é a enorme quantidade de pesquisas realizadas. Por lá, não há economia: pesquisa-se generosamente. São centenas de empresas e veículos de comunicação acompanhando o comportamento dos eleitores. Cerca de 20 delas, as maiores, conduziram mais de 80 sondagens nos últimos 30 dias que precederam à votação para Presidente.

Diferentemente, no Brasil, as pesquisas eleitorais são monopolizadas por institutos fortemente ligados aos maiores veículos de comunicação. Seus resultados nem sempre chegam aos eleitores, que poderiam contar com eles para uma decisão de voto bem informada.

Entrevistas diárias com os eleitores aumentam a precisão das pesquisas eleitorais.


Sonho? Imaginação? O coração de uma projeto eleitoral de sucesso pode abrigar, sim, o conceito de candidato premium.  Quando se pensa em conceber um candidato como um produto e torná-lo líder de vendas, alguns poderiam taxar essa pretensão como pejorativa: “candidato não é sabonete”.

Para as ciências do marketing e da comunicação, alavancar o prestígio de uma personalidade pública, a ponto fazê-la fortemente assimilável por alguns estratos sociais, não é um objetivo irrealizável. Um grande produto sempre é possível, se a matéria prima for de qualidade e se possuir características que atendam a exigência do mercado. Seu reconhecimento tem início ao levar valor para o consumidor e ao capturar valor de volta para o fornecedor. No caso do político, seu sucesso estaria fundamentado na fertilização cruzada de valores entre seu partido, seus apoiadores, comunidades e a nação.

Qual é a fórmula? Um grande produto eleitoral precisa ir além do convencional, seguir novas trilhas e adotar princípios inovadores. Seria uma mudança de comportamento difícil de ser posta em prática no atual  ambiente político, conhecido por suas barreiras às diferenciações modelares. É tradicional. Na administração pública, igualmente, as restrições egoístas não dão chance à transcendência.

Uma campanha para cativar os eleitores, conduzida por mentes esclarecidas, suporta ideias brilhantes. Agrega esforços de sapiência para vencer os desafios impostos pelos cidadãos. Busca e acha meios para dar sustentabilidade às vantagens competitivas, desde a criação de propostas com nexo na realidade até a comunicação corpo a corpo com o eleitor.

Um projeto de poder destinado a formar protagonistas autênticos não prospera SEM PESQUISAS ESTRATÉGICAS. As pesquisas são as antenas de percepção das necessidades e aspirações da população. Sem elas não haverá nenhuma possibilidade de erigir e eleger candidatos íntegros, zelosos, resolutos e progressistas que alcancem alto nível de aceitação: candidatos modelo premium.

Seu candidato é Top Service? 


Por mais aversão que isto suscite, inegavelmente, eleição é um  fértil campo de trabalho. Só estranharia quem ignora a natureza essencial do sistema capitalista e da democracia. Uma campanha eleitoral, não importa para qual cargo seja, adquire enorme capilaridade geográfica. Poderá envolver tanto a nação como um todo, como um minúsculo bairro de uma pequena comunidade. São milhares de frontes de batalha, a exigir recursos humanos e, deles, inteligência para gerir e coordenar.

Uma campanha eleitoral nada mais é do que um tipo de organização. Assemelha-se ao modelo corporativo ou militar. Sua missão é conquistar ou manter uma posição de poder. Ao longo da história, as campanhas tornaram-se mais complexas, tendência acentuada nos últimos anos. As mudanças comportamentais dos eleitores e os avanços tecnológicos impuseram transformações nas suas práticas.

Como efeito, abriu-se espaço para gestores dotados de visão holística, capazes de dominar e concatenar as informações que impactam e pressionam os processos eleitorais. Seu papel é captar, processar, analisar e sintetizar dados para a criação de contextos estratégicos persuasivos, sustentadores de táticas efetivas de influência e atração de eleitores.

Estes novos condutores, devem liderar equipes de profissionais preparados e proativos, sem o que, sozinhos, não conseguiriam atingir estes objetivos:

  • flexibilizar e customizar o processo de geração e distribuição de informação
  • examinar os aspectos críticos dos processos da campanha
  • avaliar situações emergentes, ameaças, vulnerabilidades e riscos (inclusive cibernéticos)
  • aplicar a informação na gestão de crises 
  • utilizar competitivamente informações em iniciativas destinadas a ganhar superioridade
  • analisar as decisões de marketing e comunicação da campanha
  • estabelecer critérios de valorização da cidadania e padrões de dignidade social a serem respeitados durante toda a campanha

Tais ações tornam-se factíveis, operacionalizadas com eficiência  e implementadas eficazmente, se amparadas e concentradas em uma unidade a englobar todas elas: um núcleo de informações estratégicas e pesquisas. A produção própria e exclusiva, hoje, é um passo à frente dos adversários concentrando benefícios inegáveis. Sigilo e confidencialidade, imprescindíveis numa campanha, sobrepõem-se a todas as vantagens: tem-se o controle total da obtenção e da disseminação da informação, selecionando-se quais tipos poderão ser produzidos e liberados, quando, onde, como e para quem.

O lema de um curso de pós-graduação em Guerra de Informação, de uma academia européia, resume bem a missão de um núcleo de informações e pesquisas estratégicas: Protagonizar iniciativas, antecipar mudanças e capitalizar oportunidades.
Inúmeras ferramentas analíticas, originárias do mundo corporativo ou militar, são empregadas nas campanhas eleitorais.


Nos últimos dias, intensa movimentação. Políticos ganham coragem, ânimo e assumem riscos. Resgatam o velho jeans do armário e o empoeirado carro da garagem. Cruzam bairros, atravessam ruas e adentram ambientes familiares e institucionais. Inauguram escritórios políticos e mobilizam amigos  para a patrocínio de outdoors. É a pré-campanha em curso que, pela agitação percebida, merece outra denominação: plena-campanha. Cientes do curto prazo, 7 de outubro será o Dia D, apertadíssimo para a consolidação das candidaturas, pré- candidatos antecipam seus périplos para derrotar o primeiro adversário: o calendário.

Nesse novo ciclo eleitoral, terão maior sucesso os candidatos que não se limitarem a portar sua marca por aí, caminhando e apertando mãos. Não basta colocar a face para bater ou para ser beijada por criancinhas, para aquela foto do jornal de campanha. Nem os amplos cartazes dos largos sorrisos, anunciando a gratidão da comunidade ou de entidades. O eleitor não se ilude. Autopromoção, pensa ele.

Por outro lado, não se concebe campanhas sem a presença de infraestrutura humana de apoiadores, composta por gente que sabe bater em portas, fazer apelos telefônicos, mandar mensagens. A democracia também é feita de interações entre cidadãos. Não se prescinde o engajamento das comunidades das regiões mais receptivas ao candidato. Inequívoco é o papel dos parceiros antigos e dos novos para unir diferentes focos e níveis de força. Necessário é recuperar o apoio de organizações amigas, acrescentar outras, bem como angariar o apoio de líderes, ativistas sociais e outros atores que tenham objetivos e agendas comuns. E eles precisam ser ouvidos, suas opiniões avaliadas e absorvidas pelos vários polos e poros da campanha.

No entanto, o efeito desejado, o da vitória,  não se produz imaginando-se uma temporada de colheita de votos, limitada a poucos dias, de quatro em quatro ou de dois em dois anos, movida a velhas práticas. Para esquivar-se das fórmulas desgastadas, os candidatos dependem da adoção de novos princípios, agregando procedimentos concebidos para vencer, calcados em fatos e calçados em técnicas apropriadas para os novos tempos. Atuação que se coadune com a política que está aí, mutante, surgida do redemoinho das redes sociais, canais de intenso desprezo pelas atuais lideranças.

Uma medida educativa para minimizar as mazelas, fraquezas e deficiências partidárias, nesta etapa de troca de mandatos, seria a reciclagem completa na forma de fazer campanha. Disseminar nos partidos o aprendizado de inovações tecnológicas, de melhores práticas, de treinamento padrão e de recursos para os diretórios e candidatos individuais.

Tal mudança de paradigma ou choque de modernidade, por exemplo,  esclareceria amplamente as equipes táticas: desde as formas legais de obtenção de fundos até a maneira de contatar os eleitores buscando aproximar as questões locais das preocupações nacionais. Aguardemos o milagre acontecer.

Consulte nosso site para saber mais sobre pesquisas nas áreas de Política & Governo e de Negócios & Comunicação: Instituto Bonilha

Dia D chegando. Candidatos se apressam para derrotar o primeiro adversário: o calendário.


Temporada de eleições. Previsão de quais candidatos com maior chance de ganhar: os de sempre. E o modus operandi junto ao eleitor? O anacrônico.

Candidatos iniciam as romarias de praxe, implorando voto, amparados em propostas óbvias que enfatizam a existência e a quantidade: não têm nenhum, então vai ter; existe apenas um, então vai ter mais. Mais policiais, mais vagas nas creches, mais médicos, mais leitos nos hospitais, mais de tudo. Repetição das promessas das eleições do século passado. E deste também. Embaladas em velhas roupagens, superficialmente customizadas para a ocasião.

Novas regras chegaram, porém sem o condão da renovação. Chegou o bilionário financiamento público, consolidando velhos hábitos a peso de ouro. O dinheiro para financiar os candidatos sairá do bolso do eleitor, em forma de impostos. O mesmo eleitor que foi às ruas, ou que da sua cadeira digitou criticas nas redes sociais, estará ajudando a financiar os antagonistas que combateu. Pode-se dizer que, antes, desconfiava-se da venda do voto por alguns eleitores para os candidatos. Hoje, pode-se ter certeza, todos pagarão para votar.

Nesse custeio que cai dos céus, ampliando as chances eleitorais das elites, acrescenta-se o autofinanciamento, reforçando o que virá dos cofres públicos. Mais munição para poucos. E menos para a maioria dos concorrentes, especialmente os desconhecidos e novatos. A pretensão da novidade é nobre: controlar a origem das verbas, ampliar a participação dos candidatos descapitalizados e trazer equilíbrio e igualdade na disputa.

Como o eleitor interpretará o emprego dos milhões e milhões de reais do fundo eleitoral? Aprova a entrega da parte do leão para o MDB, PT e PSDB? Concorda que a distribuição para os candidatos seja decidida por critérios internos de cada partido? E o reparte feito a partir de limites e resultados oriundos das eleições passadas? Como vê a concentração de vantagens por candidatos que buscam a reeleição sobre os iniciantes?

Está aí o paradoxo. Para o necessário combate à corrupção, sacrifica-se a renovação, que não acontecerá na escala desejada. A democracia perde. O eleitor paga a conta. E, nas pesquisas, ele desabafa sua frustração.

Sobre pesquisas, descubra porque somos Top de Credibilidade: www.bonilha.com.br

Sexo frágil? Grana forte! Alegria. Candidatas terão 30% do fundo de financiamento das campanhas.


Emmanuel Macron e Justin Trudeau tornaram-se modelos universais. Sua influência faria os candidatos brasileiros, aos governos federal e estaduais, a mudarem o paradigma eleitoral, escapando do jeitinho brasileiro de competir?

O notável desempenho de ambos, na disputa presidencial no Canadá e na França, resultou em vitórias retumbantes, com características pitorescas, despertando a atenção dos marqueteiros eleitorais de vários países. Conquistas oportunas, pois irromperam no momento da exaustão do receituário sugado de Barack Obama.

 Ao contrário de Hillary, o figurino do democrata americano entusiasmou os gestores das campanhas da última década, inclusive brasileiras, até extenuar-se. Decretando o esgotamento das soluções baracknianas, as iniciativas dos candidatos francófonos afrontaram padrões convencionais, despertando a imaginação e a cobiça de lideranças de todos os rincões. Arautos do sucesso franco-canadense começam a percorrer o mundo, aconselhando e propagando  dicas e macetes que por lá funcionaram.

Afinal, qual foi mágica deles? Pesquisadores de mercado que atuam também em pesquisas eleitorais, como nós, não estranharam o emprego dos princípios estratégicos, técnicas analíticas e plataformas costumeiramente usadas no mundo corporativo. Por exemplo, a concepção de um Oceano Azul, em moda nas grandes empresas, impactou decisivamente a performance de Trudeau. Tais ferramentas causam estranheza aos gestores de campanhas afeitos às velhas práticas eleitorais.

Os exemplos desse par, Trudeau e Macron, estão aí para demonstrar a possibilidade de planos de ação diferenciados, mais do que para serem seguidos ao pé da letra, sabendo-se impossível. É perceptível a discrepância entre as duas celebridades da política mundial e os nossos candidatos presidenciais ou pretendentes aos governos estaduais. Diferentes visões, históricos, formações, posturas e temperamentos. Comportamentos arraigados com diminutas aberturas ao risco da inovação.

É difícil imaginar o advento de alguém, nos nossos palanques, com o perfil Trudeau, transformando-se em um case study internacional, em estudo nas renomadas escolas de marketing de vários países, que procuram compreender o êxito da sua atuação. Não neste momento.

Sem dúvida, a première na nova etapa da vida política da dupla foi marcante. Pergunta-se sobre o sequenciamento e como acabará o governo de cada um, novos astros do cenário internacional. Resta aguardar para avaliar se acabarão como estrelas cadentes ou ascendentes ao enfrentarem os desafios de  atendimento aos imperativos dos seus países e ao implementarem suas intervenções globais.

Suplantando a gama de ideologias tradicionais, Trudeau e Macron venceram o anacronismo dos adversários tradicionais.