Quando você resolve enfrentar desafios - leia-se problemas - da sua empresa ou organização, o ideal é empregar evidências quantitativas e qualitativas na sua solução.

Não basta a intuição. Esta não deve ser substituída, mas encontrar o seu lugar no processo formal de análise de informações objetivas que retratam a realidade. Não esquecendo, na tentativa de melhoria e progresso, de agregar a experiência e a memória do que já funcionou antes e do que não funciona mais.

Uma visão holística e integrada é mais eficiente do que uma visão isolada, apenas quantitativa ou unicamente qualitativa ou só com base na experiência histórica ou inspiracional.

No trabalho de investigação, são de grande valor o aprofundamento e a interpretação qualitativa de resultados que mostram quantidades, montantes e proporções. A análise estatística quase sempre se apresenta desprovida de calor humano, de motivações e peculiaridades que são percebidas e compreendidas quando são usadas as entrevistas em profundidade e os grupos focais, técnicas qualitativas de pesquisa consagradas no mundo todo.
Duas forças fundamentais complementares que se encontram em todas as coisas, inclusive nas pesquisas.


Você é cliente habitual de uma rede de lojas. E até se considera um dos melhores. Naquele dia, você fez mais uma compra. Na fila do caixa, à sua frente, um cliente está ganhando um desconto substancioso. Na hora de pagar, você também se habilita para aquela vantagem, pois o produto que você está comprando é semelhante.

“Não é possível”, diz a atendente. “Aquele desconto é apenas para cliente especial”. E fala sobre as promoções exclusivas destinadas a clientes especiais, avisados antecipadamente por telefone. Feito isto, duas consequências foram criadas, ambas ruins. O cliente habitual sente-se constrangido e discriminado, mas se conforma. Pior ainda, a empresa perde o cliente habitual e ganha um detrator.

Dizia-se que o cliente insatisfeito levava sua indignação a outros sete. Hoje, pode ser sete, sete mil ou sete milhões. A rede social está aí para dar trabalho ao setor de marketing e relacionamento das empresas que insistem em classificar clientes em especiais e ordinários.

Tai um bom tema para discussão nas business schools.
E também para a pauta das pesquisas de satisfação.


Quando elaboramos uma proposta sempre nos questionamos se ela ira atender as expectativas do cliente. Também nos perguntamos se conhecemos bem suas motivações para contratar uma pesquisa. Esta compreensão possibilita uma elaboração melhor dos objetivos do estudo. Com propósitos bem definidos, os resultados serão mais precisos e úteis.

A tarefa mais delicada na composição de uma proposta é a definição da metodologia. Existem alternativas, seja para a pesquisa qualitativa ou para a quantitativa, que podem ser mais adequadas ou menos adequadas à situação em estudo. Sua seleção exige sensibilidade, imaginação e criatividade, em razão do impacto que terá na qualidade dos resultados e sobre o investimento no projeto.

Entendemos que, metodologicamente, a pesquisa de opinião e mercado emprega princípios científicos. Por isto temos combatido no meio empresarial a ideia da padronização e da massificação comercial da pesquisa. Por ser complexa e flexível, jamais deverá ser vista como uma atividade trivial. Não basta apenas definir quantidade de entrevistas ou de grupos focais, criar  perguntas inspiradas ou emitir relatórios com gráficos atraentes.

Se esta simplificação fosse possível, a pesquisa de mercado não envolveria todos os anos e em todo o mundo, centenas de novos livros, publicações, cursos, congressos, discussões e palestras - especialmente sobre sua metodologia, suas técnicas, as melhores práticas e sua inquestionável importância estratégica.

Portanto, apreciamos muito quando o cliente abre a possibilidade de ancorar a proposta em um diálogo com os diferentes setores da organização para ajustá-la aos objetivos estratégicos da organização e, de uma forma mais ampla, ao contexto do "business".

Há uma forte razão para manter viva uma conversação permanente em todas as etapas do projeto de pesquisa: as empresas são vulneráveis às falácias e aos círculos viciosos de pensamento. São os desvios cognitivos que acabam vitimando decisões. E as pesquisas conduzidas unilateralmente acabam trazendo resultados decepcionantes, responsáveis por acentuar percepções errôneas.



O Instituto Bonilha, desde 1995, pesquisa as marcas mais lembradas. É a pesquisa Top of Mind. Não é sobre preferência, nem sobre as mais consumidas. É um estudo que registra a marca que a pessoa lembra, de forma espontânea e em primeiro lugar, quando é perguntada sobre uma categoria de produtos ou serviços. Sem dúvida, aquilo que está no topo da lembrança tem maior chance de ganhar a preferência ou ser consumido. Os resultados dessa pesquisa, associados aos dados de preferência e de consumo, colaboram para compor um retrato do mercado consumidor. Além de produtos e serviços, a pesquisa revela os nomes que surgem na mente, em primeiro lugar, de veículos de comunicação, de programas de TV e de comunicadores do rádio e televisão.

Rogerio Bonilha homenageia Sérgio Maeoka, presidente da rede de farmácias Nissei, por anos, a mais lembrada.



Eleições | O Instituto Bonilha acumula a experiência de centenas de pesquisas realizadas para grandes e médias campanhas eleitorais de prefeitos, governadores e presidentes – em todo o território nacional. Suas pesquisas embasam decisões estratégicas para a seleção do candidato, gestão da sua imagem e acompanhamento do seu desempenho no transcorrer de toda a campanha eleitoral.

Governo | A participação do Instituto Bonilha na política abrange, também, pesquisas voltadas ao planejamento e à avaliação do impacto de programas governamentais, seguindo critérios e normativas de agências nacionais e internacionais de investimento e desenvolvimento.




Que as redes sociais estão criando espaço para o surgimento de ondas comportamentais é fato verificado e consumado. O problema é quando elas servem para imantar a escumalha, a gentalha, a ralé, que se une e usa dessas ferramentas para a difamação inconsequente, para acusações torpes e sem fundamentos, para o xingamento vil e irresponsável.

Mas o que pasma e escancara é a total ausência de valores de parte desse público que, educados formalmente, sob a égide de títulos e graduações, egressos de instituições reconhecidas, se expressa como horda. A educação não se traduz só de conceitos formais, mas de valores morais que passam longe desses internautas; escondidos sob uma carapaça de civilidade, diploma emoldurado na parede, currículos bem diagramados, querem ver-se atuando em empresas ou organizações respeitáveis.

No mundo do trabalho, as corporações encontram-se cada vez mais atentas, investigativas e seletivas, na contratação, quanto ao passado e o presente dos seus futuros talentos. E o braço da lei, aos poucos, ganha forma digital, ingressando, se necessário, em verdadeiras caçadas virtuais a esses roles predatórios.

O problema não é ela: é o veneno.


1. A sociedade civil deseja ser ouvida e exige mais diálogo com os representantes dos poderes executivo, legislativo e judiciário, por meio de canais tradicionais, de manifestações nas ruas ou praticando “ativismo de poltrona” na internet.
2. Setores da sociedade passaram a exercer um controle maior sobre o comportamento dos políticos e, em especial, dos candidatos em campanha eleitoral.
3. A mídia põe em relevo os direitos e os interesses dos eleitores, colocando em segundo plano os assuntos pautados pelos candidatos, tornando-se instrumento de promoção da cidadania.
4. As empresas privadas investem em políticas de relacionamento - tais como os serviços de atendimento ao consumidor (SAC), ouvidoria e marketing de relacionamento com o cliente (CRM) – servindo de referência aos 3 poderes.
5. Novas tecnologias tornam a informação instantânea - possibilitando imediata obtenção, tratamento, análise, interpretação, busca de resposta e encaminhamento de solução – e estão disponíveis para aperfeiçoar as relações entre governantes e governados.



A pesquisa é um canal de ligação da população com o  governo, com as empresas e com os meios de comunicação.
A pesquisa revela o que as pessoas pensam sobre produtos, serviços, política e até sobre a internet e programas de rádio ou televisão.
A pesquisa ajuda a saber mais e a conhecer melhor. E o político, o empresário ou comunicador bem informado pode decidir e agir corretamente. 
E respeitando a vontade da maioria
Acompanhe pelos meios de comunicação os resultados das pesquisas. Você ficará sabendo o que os cidadãos pensam sobre os assuntos mais importantes da cidade, do estado e do país.
Pesquisa de opinião e mercado: informações para uma vida melhor.
Sua opinião tem peso. Pesquisa? Responda.


Prêmio Nobel de Medicina de 2013, o bioquímico Randy Schekman, faz uma advertência que pode ser estendida para os meios de comunicação de massa. Afirma que as revistas científicas “de luxo” - como a Nature, Science e equivalentes - publicam tanto resultados de pesquisas de extrema importância como das que apenas geram repercussão, ou seja, as de impacto mediático. Sabendo o que os leitores apreciam os editores tendem a atendê-los nos interesses que estão na moda. A divulgação científica, assim, não foge das regras do mercado, situação ruim para a ciência que tende a supervalorizar indistintamente os trabalhos publicados nessas revistas altamente conceituadas. No mesmo caminho, a mídia de massa está utilizando as constatações das pesquisas como forma de ganhar atenção e ampliar a audiência, acenando com grandes números, polêmicas e revelações provocativas. Provas disso serão acumuladas neste ano eleitoral. 



Como é formada a opinião pública e seus impactos nas prioridades da nação. Esse foi o principal foco da palestra do sociólogo Rogério Bonilha, diretor geral do Instituto Bonilha de Pesquisa de Opinião e Mercado, ministrada na Universidade da Indústria (Unindus), e que teve como tema "A opinião pública e as prioridades nacionais, regionais e comunitárias". Bonilha falou a empresários em mais uma etapa do Programa Líderes Empresariais na Política, realizado pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e Unindus. 

De acordo com o sociólogo, a opinião pública é formada por imagens e sentimentos que são valorizados gradual e coletivamente. É um pensamento compartilhado que se desenvolve pela interação de dois sistemas: o pedagógico e o da comunicação. "Para influenciar a opinião coletiva e, daí, buscar atendimento às prioridades de uma nação, como saúde, educação, segurança, é preciso agir através do sistema pedagógico, não no sentido da educação formal, mas sim na criação, assimilação e disseminação de ideias", afirma. Já o sistema de comunicação, segundo ele, é complementar ao pedagógico e composto pelos meios por onde a informação é transmitida. Seja boca a boca, seja pelas vias informacionais, de radiodifusão, televisivas ou virtuais. É um dos grandes responsáveis pela construção da opinião pública. 


Bonilha defende que a difusão de pontos de vista deve ser feita paulatinamente, de modo a explorar de forma cognitiva a receptividade dos indivíduos. Ele compara a opinião pública com as religiões que são formadas por proposições compartilhadas por unanimidade  em determinados grupos sociais. Na composição desse pensamento coletivo, diz o sociólogo, as ideias passaram por um ritual de aprendizagem e de difusão conceitual. "Se nós queremos espalhar pela sociedade pensamentos ou ideologias, é preciso trilhar por esse processo de ensino e aprendizagem que, muitas vezes, é moroso", afirma Bonilha. Para ele, é preciso ter uma visão holística da sociedade e trabalhar os grupos de acordo com os subsistemas sociais existentes. "Se existe uma intenção de transmitir e de condicionar pensamentos, formar crenças para que com base nelas as pessoas ajam conforme um plano é preciso criar uma consciência favorável nesse grupo, um consenso em determinados assuntos para que se tenha um comportamento, uma prática, uma ação na sequencia", diz. 

Bonilha afirma que a opinião pública espontânea é a mais comum, porém mais volúvel. É sustentada por indivíduos que, mesmo tendo opiniões divergentes, agem de acordo com a inclinação dominante. Um exemplo citado pelo palestrante é a pesquisa eleitoral. "Quando se pergunta a um cidadão - quem tem a maior chance de ganhar a eleição - ele aponta um candidato que não é, necessariamente, aquele em quem ele votará. Por que ele responde isso? Porque aprendeu informalmente, com a opinião pública, que determinado candidato desfruta de maior probabilidade de vencer", explica. 

Na palestra o sociólogo menciona que a história registra inúmeras tentativas de se fazer a modificação dos comportamentos através da influência que a mídia exerce sobre os indivíduos. No entanto, os resultados podem não ocorrer da forma esperada. "Os grupos dominantes acham que simplesmente através da veiculação de matérias ou da propaganda é possível mudar a opinião pública. Isso é um engano", diz. As técnicas de comunicação e marketing são imprescindíveis para isso, mas o contexto, as tendências e os personagens não devem ser desconsiderados. Essas iniciativas apresentam resultados melhores quando há suporte e embasamento em pesquisas. 

Ele considera a pesquisa um caminho para estudo das opiniões, sem o que se torna impossível influenciar positivamente os comportamentos da sociedade."Para impactar a sociedade precisamos saber qual é o perfil dos públicos mais sensíveis a serem sensibilizados. É preciso investigar as opiniões compartilhadas, as crenças, os debates em curso, as dimensões e alcance cultural desses públicos", diz. Somente por meio do direcionamento das ideias embasadas nos imperativos sociais seria possível sair do quadro atual por que passa a sociedade em que as prioridades se confundem. O sociólogo complementa: "quando a opinião coletiva é conquistada, é factível que uma comunidade ou uma nação em que imperam ações desnecessárias em detrimento das prioritárias, reverta o quadro e assuma uma democracia real e não somente a democracia do voto".