Qualquer que seja o resultado das eleições, a discussão da reforma política voltará à discussão e ocupará a pauta dos formadores de opinião e dos jornalistas no próximo ano. Consequência das sucessivas omissões, esquivas e, agora, do agravamento do quadro político nacional, a sua premência não mais bate à porte: entra sem cerimônias.

A questão envolve dezenas de facetas, todas elas se defrontando com barreiras imensas para qualquer consenso ou entendimento, ante os interesses cristalizados.  Mas um dos assuntos parece fugir à regra do inegociável, pois se coaduna e alicia a cobiça dos políticos, independentemente de cor partidária ou ideológica: o financiamento público das campanhas eleitorais.

DÁDIVA E DÍVIDA

Pesquisas já revelaram a posição dos eleitores ante a matéria. Embora a maioria não tenha conhecimento claro de como funcionaria esse procedimento, um expressivo número reflete sobre os dois lados: dádiva para os políticos avarentos e divida para os eleitores azarados. Esta ponderação ganha a concordância imediata dos cidadãos mais avessos à política, aturdidos com a ideia de tirar do próprio bolso recursos para financiá-la.

No papel de contribuinte, o eleitor se sentiria duplamente punido. Primeiro, ao ver desvirtuados os recursos que deveriam contemplar prioridades como saúde, segurança e educação, para um fim menos nobre, do seu ponto de vista. A outra penalidade, bancar a contragosto as eleições em todos os seus estágios e componentes. A começar, os candidatos e suas imagens assentadas em atos condenáveis.  Depois, desde o lixo nas ruas da propaganda eleitoral até a avalanche de denúncias, passando pela inconsistência das propostas nos horários eleitorais do rádio e televisão.

Os recursos públicos, concluiriam sem ingenuidade, serviriam de reforço extra para garantir maior sucesso aos que já têm assegurados os meios para a campanha. A desigualdade de forças na disputa eleitoral, entre os que podem mais e os que podem menos, permaneceria invicta, persistiria.

Eleitores alheios à reforma política


Vale a pena convidar os leitores a reler nosso post de de 31 de agosto. Temos insistido que os resultados das pesquisas devem ser interpretados com o auxílio de outras referências. Os percentuais, isoladamente, nem sempre confirmam a tendência que sugerem.  Eis o texto:

Até agora, nenhuma análise publicada das pesquisas presidenciais está levando em conta o Halo Effect. O que é isso? É um fenômeno que afeta a percepção do indivíduo sobre os candidatos, levando-o a manifestar uma opinião desprovida de base real, portanto volúvel. Particularmente nesta eleição, o fenômeno revela-se muito mais forte. Motivo: fatos recentes de grande repercussão e impacto, precedidos por eventos que têm envolvido emocionalmente os brasileiros, tais como a Copa, manifestações, insegurança quanto ao consumo e sucessão de escândalos. Na eleição presidencial americana, o efeito incidiu sobre Obama desvirtuando resultados de pesquisas eleitorais.

ACONTECEU


As discussões eleitorais sobre a maioridade penal, como esperado, têm sido superficiais. O assunto menor, cuja discussão mais aprofundada seria indispensável, na sua ausência parece enveredar por um caminho perigoso. O fato é que o menor infrator continua sendo objeto de cobertura exagerada dos meios de comunicação.

O adolescente, como é sabido, carece de uma grande necessidade de aprovação do seu grupo de referência, a que pertence e ao qual presta contas. Na busca de reconhecimento, expõe-se inconsequentemente a riscos, movido pela rebeldia natural e típica da idade.  Afinal, o caráter exibicionista, desregulado nessa fase da vida, pode contribuir para incitá-los a obter destaque no grupo, prestando-se a práticas não exatamente saudáveis e socialmente pouco acatadas.

Nas recorrentes abordagens de fatos negativos pela mídia,  relativas aos desatinos cometidos pelos menores, não se percebe  o necessário cuidado para evitar a consolidação dessa aura de onipotência que cerca o mundo dessas não mais crianças e ainda não adultos. Frequentemente emerge o inevitável assombro e indignação da sociedade diante da enxurrada de noticias sobre crimes e delitos cometidos por menores infratores. Há uma superexposição midiática do menor que comete roubos, crimes e assassinatos.

A espetacularização dos seus atos, a dramatização das reportagens, assegura-lhes um reconhecimento positivo perante seus pares delinquentes, embora negativo para as vítimas.  A própria audiência vive a dualidade de deplorar e, ao mesmo tempo, sentir-se capturada pelas histórias dessas celebridades negativas.  Esse drama social, muitas vezes, adquire dimensão de aventura cinematográfica, conferindo  poder a seus protagonistas que continuarão a empregá-lo predadoramente. Quando ocorre assalto, latrocínio, agressão ou estupro, a ênfase da notícia passa a ser os atores,  quando cometidos por menores. A violência é o fato em si, independentemente de quem a cometeu. Quando o praticante menor ganha destaque na ocorrência policial, incorre-se no risco de imprimir um reforço às ações infratoras desse segmento, dando-lhes uma visibilidade altamente compensadora.

Hoje o menor infrator tem um lugar quase de honra dentro das quadrilhas criminosas, já que, quando uma ação desses grupos resulta em prisão, cabe a eles assumir a responsabilidade pelas ações mais violentas. O menor expiatório passou a fazer parte do arsenal das quadrilhas criminosas.  Aquele meninos de 14, 16 ou quase 18 anos, praticamente inimputáveis, carregam as armas e são encarregados de dispará-las.  Heróis nas gangues e, quando muito, "apreendidos" pela sociedade.

A mídia deve  ter cuidado para não enaltecer essas ações e esses personagens para não criar novos “comando qualquer coisa da capital”. Aliás, ao nominar essas facções ou batizá-las com siglas, em letras maiúsculas,  empresta-lhes legitimação, distinção, um brilho de poder, sugerindo uma conotação aventuresca ou videogâmica.

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Começou a propaganda política oficial. Pelo menos dois textos consistentes, bem ensaiados pelos candidatos à presidência, buscando uma estréia impecável. Prenúncio de muitas outras palavras criteriosamente selecionadas pelos editores das campanhas. Mas duas delas, decisivas quando se pensa no destravamento de ações e destituição de privilégios que sufocam  o país, não serão pronunciadas. E fariam parte da questão que, embora a mais importante, terá um papel secundário entre os grandes temas da campanha: a reforma da Constituição.

Uma, com 29 letras, descreve algo que é efetuado de maneira muito anticonstitucional, o oposto ao prescrito na Constituição. Outra, com 27 letras, na mesma linha, designa o mais alto grau de inconstitucionalidade. São elas: anticonstitucionalissimamente e inconstitucionalissimamente. Palavras, infelizmente, fora do vocabulário de muitos brasileiros influentes, inclusive da própria Justiça.

Horário Eleitoral


O colunista da Revista AMANHÃ e diretor do Center for Inovation Excellence and Leadership (IXL), de Cambridge (EUA), acredita que as companhias não têm saída: é inovar ou morrer. Durante o 3ª Meeting de Inovação, promovido pelo Sistema FIERGS, por meio do Instituto Euvaldo Loti (IEL-RS) e do Senai-RS, o especialista em inovação Hitendra Patel (foto) destacou que os CEOs precisam saber que, além de gerenciar o presente, estão criando o futuro.

No entanto, conclui, é natural que os projetos de inovação tenham trajetórias não lineares e que envolvam muitas tentativas, erros e retrabalhos. “Se quiser ser um cozinheiro comum, siga a receita. Se quiser ser um chef, experimente”, ensina Patel. Experimentar quer dizer ganhar conhecimento e desenvolver habilidades que estabeleçam diferença entre o que costuma ser e o que poderá vir a ser. A pesquisa faz parte do contexto de experimentação.

O que você quer ser: cozinheiro ou chef?


Nova temporada nos palcos do teatro eleitoral. Candidatos avaliam resultados dos grupos focais para saber o que aprimorar em sua aparência física, na linguagem gestual e na comunicação verbal. Tudo deverá estar convincentemente integrado pois a exposição em público irá se intensificar nos próximos dias. Ante o risco de aparições desastradas, a primeira dúvida é: como os eleitores querem e devem me ver? A outra questão indissociável é: serei percebido como autêntico e verdadeiro?

É frequente a surpresa dos candidatos quando descobrem que não são o que pensam ser. Grupos de eleitores, após assistirem e discutirem horas de vídeos mostrando o candidato e seus opositores, escrutinam e autopsiam a imagem de cada um deles. Tudo é revelado: linguagem, entonação, estilo, sorriso, modo de olhar, penteado, vestimenta e, no seu conjunto, simpatia e credibilidade.

ANTES
Esta preocupação com o modo de se apresentar está presente em toda a história da política, desde a antiguidade. Mais mais recente, mais marcante e com final ignóbil, temos o exemplo do vilão nazista que manipulava as multidões com uma intencional sincronia entre vocabulário, frases de efeito e gestos. Nada era espontâneo, como tentava fazer crer. Muito pelo contrário, tudo ensaiado e proposital. Incumbia um fotógrafo de registrar seus momentos em público para análise e avaliação posterior. Em um álbum de fotos, anotava os comportamentos que provocavam maior impacto emocional, os mais persuasivos, para aperfeiçoá-los e repeti-los.

ATUALMENTE
Os tempos mudaram. A liderança, hoje, deve se distinguir pela autenticidade. Para o meio empresarial ou político, renomadas instituições de ensino disseminam conhecimento para aperfeiçoamento de atributos de liderança. Por meio da pesquisa qualitativa e do coaching, as peculiaridades positivas de uma pessoa podem ser moldadas para compor uma figura de liderança. Todo mundo tem um líder adormecido dentro de si, que se desperta pela realização das potencialidades inatas relacionadas com a atenção, razão, sinceridade, intuição e bom senso.

Claro que ainda existem, mundo afora, falsos líderes, bárbaros propensos a cometer crimes contra a humanidade em nome de doutrinas políticas ou religiosas. Cultivam artimanhas, argumentos e artifícios para a manipulação das massas. Não estão livres, no entanto, das reações que, muitas vezes, podem atingir proporções globais. Mais informados, mais alertas e mais conectados em redes sociais e digitais, os públicos presentemente tendem a distinguir as intenções mascaradas e os significados implícitos na linguagem demagógica de políticos presos ao passado e às práticas ultrapassadas.

A sociedade, agora, está mais alerta em relação a tudo que se esconde atrás das mascaras, vigilante quanto às intenções e atenta quanto aos verdadeiros significados implícitos nas mentiras explícitas.

Há quase 100 anos, um meticuloso ensaio de gestos.



O que os governadores Jaime Lerner, Roberto Requião, Itamar Franco, José Richa,, Jorge Bornhausen, Álvaro Dias, Orestes Quércia, Beto Richa e Paulo Afonso têm em comum?

São “cases” que fazem parte do “book” do Instituto Bonilha. Um portfólio contendo centenas de pesquisas eleitorais confiáveis, feitas para orientar candidatos e ajudar eleitores a escolher melhor.

O Instituto Bonilha inclui, na sua história, a participação em mais de uma dezena de campanhas para governador, 90% delas vitoriosas.

Como vemos as eleições deste ano? Como um grande desafio democrático. Como nos sentimos? Altamente qualificados, dispostos, energizados e empenhados. Como atuamos? Sob a bandeira da seriedade, independência e soberania, dialogando inteligentemente com a população.




Grupos focais (focus groups) realizados com jovens, nas proximidades de eleições, mostram o drama da exposição à violência urbana a que estão submetidos esses cidadãos brasileiros. Sentem-se desprotegidos quando circulam, sozinhos ou acompanhados, nas idas e vindas para a escola ou para o trabalho e nas andanças de lazer e entretenimento. Vivem dois papéis. Como vítimas potenciais, sofrem medo. Como suspeitos, preconceito.

Em todo lugar as mesmas queixas e constatações. Especialmente quando são menores e habitantes de regiões desfavorecidas ou periféricas, afirmam receber tratamento indigno. São vistos com desconfiança tanto por parte de civis quanto pela polícia. No caso da polícia, na  ausência de regras objetivas, informação e treinamento, a abordagem segue a intuição. E essa é influenciada pela aparência, roupa, corte de cabelo, cor da pele, tatuagem, dentre outros sinais. As condições do bairro e da habitação passam também a integrar a classificação.

Na mesma linha, os cidadãos comuns pautam sua conduta em julgamentos preconcebidos. Mantêm distância, aguardam, atravessam a rua para não cruzar com jovens. Quando dirigindo, não é incomum que prefiram avançar o sinal vermelho para não arriscar contato visual ou verbal com algum deles presente nas cercanias.

A causa dessa cautela excessiva entre todos, dessa desumana prevenção, desse receio desmesurado, está na gravidade da situação, que gera um fluxo intermitente de notícias verdadeiras sobre a violência. Violência ininterrupta que tira o gosto pela vida, quando não a própria vida. Violência gritante que coloca o pais no topo vergonhoso das estatísticas mundiais.

A eleição se aproxima e o horário eleitoral será palco para a exploração da insegurança das famílias e das comunidades. Eleitores saberão que os candidatos conhecem a demanda e que estão cientes sobre a necessidade de se fazer algo. E, novamente, as tão esperadas propostas de solução para esse descalabro virão. Virão, como sempre, fantasiadas de ... mais módulos... mais viaturas... mais efetivos... mais armamentos... Como se a quantidade de votos fosse proporcional à quantidade prometida. Que tal mais... muito mais inteligência?

Segundo eles, o voto não tira a violência das ruas.



Conhecem o ditado. Elas estão por aí, sim. Escondidas.E são muitas. Mas alguns, por desconhecimento do seu inestimável papel na democracia ou por uma visão paternalista de tutela do cidadão, tentam demonízá-las e desacreditá-las. Não são nefastas. Ao contrário, as pesquisas eleitorais devem e precisam ser vistas como um instrumentos legitimamente democráticos, que permitem dar voz às opiniões, esclarecer, informar e levar fatos relevantes à sociedade.

Engana-se quem acha que pesquisas são raras nessas eleições. A divulgação, sim, com certeza, infelizmente. Fatores variados concorrem para isto. Primeiro: é prematura a propagação de números tão distante ainda do pleito. Segundo: a pesquisa tende a ser tratada também como propaganda eleitoral e, como tal, submetida às regras eleitorais e consequentes processos judiciais que acompanham esse tipo de assunto - um terreno arriscado tanto para quem as produz como para quem as divulga. Terceiro: o franco favorito evita mostrar sua força para não acirrar a concorrência e o fraco não deseja expor a sua situação de inferioridade. Vitimando o eleitor, outras vezes seus resultados acabam sendo ocultados por meio de recursos judiciais, com a intenção de esconder o crescimento do oponente ou situações de empate às vésperas das eleições.

Mas que elas  existem, sem dúvida, existem. Todos os candidatos, todos os partidos fazem pesquisas, a forma mais segura de monitorar as preferências, o clima da competição e as mudanças de humor do eleitor. Impossível traçar qualquer estratégia de campanha política sem empregá-las, ferramentas de trabalho essenciais no planejamento de ações eleitorais.

Lado oculto

Atualmente mais sofisticadas, as pesquisas não mais se limitam a buscar percentuais de intenção de voto. A incorporação de inteligência de gestão nas campanhas, por profissionais egressos de cursos de administração e de gestão pública, de marketing e de psicologia, estão impondo uma formatação técnica no lugar da mera inspiração de alguns. A partir disto, novidades trazidas do competitivo mundo empresarial - como as plataformas de gestão, sistema de indicadores e modelos estatísticos preditivos - aportam na batalha eleitoral. E, colaborando com esses recursos, surgem novas modalidades de pesquisas para a aprimorar o conhecimento e a compreensão do comportamento eleitoral, a exemplo do que acontece nos países mais desenvolvidos.

É bem verdade que esta face mais complexa da pesquisa, marcada pela cientificidade, acaba não chegando ao grande público. A ele ainda é reservada a informação simplificada: a que apresenta os candidatos com maior chance de vencer - aliás a essência de tudo, nos moldes atuais de se fazer política, centrada em lideranças pessoais. A imensidão geográfica, o atraso cultural do país e das suas lideranças, para piorar, compõem um amplo cenário para o florescimento de informações manipuladas e para a substituição de pesquisas idôneas e verdadeiras por boatos, desorientando eleitores e políticos.

Que existem, existem mesmo.


Um dia antes do último embate da Copa que consagrou a Alemanha, 29% dos brasileiros estavam torcendo pela Argentina. A flagrante, frustrante e fragorosa derrota perante a Alemanha merecia uma revanche. Mas os brasileiros estavam mesmo divididos, pois outra parcela, inconformada com a boa performance dos argentinos, endossou a Alemanha, aposta que deu certo. O restante, na ocasião, também inconformado, escondeu-se na neutralidade.

Bem antes, em junho, as pesquisas mostravam o estado de espírito dos torcedores mundo afora. Os argentinos não estavam tão convictos: menos da metade acreditava em uma conquista favorável a eles (47%). Um quarto achava que daria Brasil (25%). Do outro lado do Atlântico, na Alemanha, o pessimismo era maior: apenas 16% dos germânicos acreditavam poder vencer. Liderava, por lá, a impressão de que a conquista caberia ao Brasil (29%).

Por aqui, praticamente dois terços dos brasileiros visualizavam a vitória (64%) e um décimo previa uma conquista alemã (10%). Os brasileiros viam a Argentina não como vencedora, mas como um sério risco crescente (34%), enquanto a Argentina enxergava o Brasil como um país com futebol bonito (39%).

Excluir-se da Copa significou contrariar a impressão mundial, registrada pela pesquisa em 19 países, de que os brasileiros jogam bem. Ao cair fora, reverteu-se a confiança dos próprios brasileiros na modalidade esportiva que faz parte da identidade nacional.

Acompanhamos o desenrolar da pesquisa com a intenção de conhecer melhor o engajamento dos fãs de um esporte que envolve e encanta multidões. A pluralidade do comportamento das torcidas e a complexidade na decisão de trocar de time na medida em que as eliminações ocorrem, mostram que o futebol é ainda um "campo" aberto e promissor para estudos das ciências humanas.

Prematuro, assim, é tentar estabelecer uma relação entre a campanha brasileira na Copa e com um impacto na outra campanha: a eleitoral. A psiquê do torcedor esteve condicionada à competição em outros sistemas sociais, o do lazer e entretenimento, com forte implicação nas agendas competitivas do sistema de defesa da nação, pela simbologia bélica implícita. Como os sistemas são inter-relacionados, sim, haverá algum rescaldo nas decisões políticas do eleitor-torcedor. Mas é impossível precisar de que forma e com qual intensidade. Pode ser mais racional, num balanço de custo-benefício do evento, ou mais emocional, somando-se as tensões relativas a vida em geral.

O que se sabe é que a frustração se distribui no tempo, ou seja, na curva da memória. Em 30 dias, a coincidir com o início da propaganda eleitoral, o desastre da derrota estará menos presente na cabeça dos eleitores. O declínio na lembrança vai depender da ênfase e das repetições na mídia. Presumindo que uma semana após o término do evento os meios de comunicação já estejam direcionados a outros assuntos, o fato estará aos poucos se encaminhando para ocupar um espaço cinzento da história do futebol brasileiro.

Mais uma queda para os brasileiros que torceram para a Argentina ganhar da Alemanha.