O Instituto Bonilha desenvolveu um sistema inovador chamado EVA (Entrevistas Virtuais Aleatórias) para realizar com eficiência pesquisas eleitorais digitais online. Apoiado em inteligência artificial, ciência dos dados, estatística e análise, ganha a adesão espontânea de eleitores que, com segurança, anonimato e comodidade, respondem com rapidez e praticidade ao que pensam e como avaliam os candidatos.

A tecnologia aplicada no EVA afastou os obstáculos enfrentados pelas pesquisas tradicionais. As abordagens comuns, como as entrevistas por telefone e as presenciais, enfrentam uma série de dificuldades que podem comprometer a qualidade e a representatividade dos dados coletados. Entre os desafios estão a acessibilidade limitada, a resistência dos entrevistados e as condições climáticas adversas, que podem dificultar a execução do trabalho de campo.

Por exemplo: acesso a áreas remotas, condomínios fechados, bairros nobres e favelas; distância entre locais destinados à abordagem de entrevistados; custo de deslocamento de equipe; dias de frio, chuva ou muito calor; contatos em horários inconvenientes; participantes com medo de entrevistadores e receio de golpe; risco de fraude no preenchimento de questionários; abordagem em horários inconvenientes; desconfiança por falta de anonimato; demora para emissão de resultados, dentre outros.

As abordagens digitais, tendência irreversível nos países mais desenvolvidos, oferecem autonomia maior, permitindo o alcance de público mais amplo e diversificado, sem as barreiras físicas e tecnológicas que frequentemente limitam as pesquisas analógicas. Essa INDEPENDÊNCIA não apenas facilita o acesso a diferentes segmentos da população, mas também proporciona uma coleta de dados mais eficiente e menos suscetível a fatores externos. Visite-nos: Instituto Bonilha



Na política brasileira, os bastidores de uma campanha eleitoral são povoados por figuras curiosas, muitas vezes desconhecidas do grande público. Além dos tradicionais “companheiros” — colegas de partido que trocam experiências e estratégias — existe uma tropa auxiliar que merece destaque: os campanheiros e os campainheiros.

Campanheiro: é o profissional encarregado de organizar a campanha. Ele articula eventos, coordena equipes e desenha estratégias. Muitos já fazem disso sua profissão — conhecem como ninguém o ritmo frenético das eleições.

Campainheiro: o termo tem origem na prática religiosa de anunciar procissões tocando sinos ou campainhas. Nas campanhas, essa função se traduz em panfletagem e na divulgação da presença do candidato nas ruas, quase como uma "procissão política" em busca de votos.

Experiência antiga: Muitos candidatos ainda dependem exclusivamente das experiências de campanhas passadas e dos palpites de seus companheiros, campanheiros e campainheiros do presente. Porém, repetir fórmulas antigas pode gerar resultados ineficientes ou até desastrosos. O mundo da política mudou.

Pesquisa eleitoral é ferramenta essencial: Ela substitui boatos, traz conhecimento atualizado, identifica riscos súbitos e aponta soluções que geram estabilidade em meio à incerteza. Mais do que isso: suas informações neutras e anônimas fortalecem laços de confiança entre candidatos, mentores e equipe.

Uma campanha bem estruturada, conectada com a realidade e respaldada por pesquisas sérias, ganha força e resiliência para convencer o eleitor — especialmente em tempos em que a dúvida impera e o voto se torna cada vez mais estratégico.

Seja pelas mãos de entrevistadores ou pela inteligência dos robochats, a pesquisa eleitoral é o elo mais direto entre quem quer governar e quem vai escolher.



Nem os especialistas arriscam um palpite. Para Rogério Bonilha, sociólogo, ex-professor da Universidade Federal do Paraná e presidente do Instituto Bonilha, ainda é prematuro lançar qualquer prognóstico sobre as candidaturas e seus desdobramentos, uma vez que o cenário político eleitoral está em constante evolução e, neste caso, uma série de variáveis está em jogo.

Bonilha compara os candidatos a surfistas em um grande campeonato em alto-mar, no qual "cada um procura a onda perfeita para conquistar a vitória". Há, no entanto, correntes submarinas ocultas que podem mudar a direção das ondas a qualquer momento. "Por enquanto, o que temos são especulações, pois pouco se sabe sobre as 'correntes' que podem alterar o cenário político. Assim, é crucial manter uma postura cautelosa e aguardar o desenrolar dos acontecimentos". Essa é a opinião do analista entrevistado pelo jornalista Rene Ruschel, da Revista Carta Capital.

PESQUISA QUALITATIVA REVELA AS CORRENTES OCULTAS DO CENÁRIO POLÍTICO

Em pronunciamentos anteriores, Bonilha justifica a combinação de técnicas de pesquisas para melhor compreensão e previsão de resultados eleitorais. “A pesquisa científica é como um vasto oceano, onde as correntes e ondas desempenham papéis cruciais. Quando se trata de entender atitudes dos eleitores e antever resultados, dois métodos se destacam: pesquisa qualitativa e pesquisa quantitativa”.

Explica que a pesquisa qualitativa é como mergulhar fundo, explorando as profundezas das motivações, pensamentos e atitudes das pessoas. Ela não se limita a números e estatísticas; em vez disso, busca compreender a totalidade dos fenômenos. Ao estudar as correntes subjacentes, a pesquisa qualitativa permite identificar nuances e padrões que não seriam visíveis apenas na superfície. É como monitorar as correntes submarinas ocultas que podem impactar a direção das ondas a qualquer momento.

Por outro lado, as pesquisas quantitativas são como medir a altura e velocidade das ondas. Elas fornecem posições numéricas dos candidatos no ranking, como uma fotografia estática do presente, quantificando comportamentos e preferências dos eleitores. Essas pesquisas são estruturadas, objetivas e baseadas em dados estatísticos. Elas nos dizem quem está liderando a corrida, mas não necessariamente porque ou como o panorama poderá mudar.

Bonilha conclui: “Assim, enquanto a pesquisa qualitativa nos ajuda a identificar as correntes que moldam o futuro do cenário político, as pesquisas quantitativas nos mostram as posições do presente dos candidatos no ranking. Ambas são essenciais: as correntes nos guiam, e as posições nos dão contexto. Como surfistas eleitorais, os candidatos e gestores de campanhas, precisam estar atentos aguardando a "onda perfeita" em direção à vitória, mas sem descuidar das correntes que podem mudar tudo repentinamente”.



Assim como os surfistas precisam estar atentos às correntes e às ondas,
os candidatos e gestores de campanhas precisam estar preparados para tudo.







Os jogos políticos são as engrenagens ocultas das campanhas eleitorais, enquanto as pesquisas políticas e eleitorais são as ferramentas que nos permitem enxergar seu funcionamento. Muito além das tradicionais pesquisas de intenção de voto, existem métodos capazes de revelar as estratégias adotadas pelos candidatos, suas alianças, discursos e táticas de influência. Nesta postagem, exploramos como essas pesquisas podem decifrar os jogos descritos por Crozier - tema da postagem anterior.

1. Pesquisas de Opinião Pública

Essas pesquisas podem identificar quais mensagens e propostas dos candidatos estão ressoando mais com os eleitores. Elas podem revelar se os candidatos estão jogando o Jogo da Rebeldia ou o Jogo do Patrocínio, por exemplo, ao medir a percepção dos eleitores sobre a postura dos candidatos em relação à autoridade e alianças.

2. Análise de Discurso

A análise de discursos e declarações públicas dos candidatos pode revelar o Jogo do Expertise ou o Jogo do Lorde. Por meio dessa análise, é possível identificar se os candidatos estão explorando suas habilidades únicas ou abusando de sua autoridade formal.

3. Monitoramento de Redes Sociais

O monitoramento das redes sociais pode fornecer insights sobre o Jogo dos Candidatos Estratégicos e o Jogo do Delator. Analisando as interações e campanhas nas redes sociais, é possível identificar como os candidatos estão sendo promovidos e se estão utilizando informações privilegiadas para expor adversários.

4. Pesquisas de Campo

Pesquisas de campo, como entrevistas e grupos focais, podem revelar o Jogo da Aliança e o Jogo da Formação de Império. Essas pesquisas podem identificar como os candidatos estão formando alianças com pares e construindo suas bases de poder com eleitores de base.

5. Análise de Financiamento de Campanha

A análise dos dados de financiamento de campanha pode revelar o Jogo do Orçamento. Ao examinar como os recursos estão sendo alocados, é possível identificar quais candidatos estão utilizando recursos financeiros para compor suas bases de poder.

6. Estudos de Caso

Estudos de caso de campanhas anteriores podem fornecer insights sobre as estratégias que estão sendo utilizadas atualmente. Esses estudos podem identificar padrões e táticas recorrentes, ajudando a prever os jogos políticos que os candidatos estão jogando.

Conclusão

Combinando diferentes tipos de pesquisa, é possível construir um retrato mais fiel e profundo do cenário político. No entanto, por que essas análises tão ricas e reveladoras permanecem desconhecidas da maioria dos eleitores? Na próxima postagem, vamos entender os motivos que mantêm o público distante dessas informações estratégicas. Veja aqui: Eleitores desinformados 

Pesquisas eleitorais vão muito além dos números de intenção de voto.




Apesar da relevância das pesquisas políticas mais aprofundadas, a maioria dos eleitores ainda se limita a acompanhar apenas os números das intenções de voto. Essa limitação não é fruto do acaso, mas de uma série de fatores que envolvem mídia, educação política, acesso à informação e interesses coletivos. Nesta última postagem da série, baseada na teoria de Crozier, na proximidade das eleições de 2026, vamos refletir sobre os motivos que mantêm os jogos políticos longe do olhar do eleitor comum.

1. Foco da Mídia

A mídia tende a dar mais destaque às pesquisas de intenção de voto porque são mais fáceis de entender e geram manchetes atraentes. Percentuais de votos são informações diretas e imediatas que podem ser facilmente comunicadas ao público.

2. Complexidade das Pesquisas

Pesquisas que analisam estratégias políticas, são mais complexas e requerem um entendimento mais profundo de ciência política e sociologia. Essas pesquisas envolvem conceitos e terminologias que podem não ser familiares ao público em geral.

3. Interesse Público

O público em geral pode ter mais interesse em saber quem está liderando nas pesquisas de intenção de voto do que em entender as estratégias políticas e os jogos de poder que ocorrem nos bastidores. A competição e a "corrida" eleitoral são mais atraentes para muitos eleitores.

4. Acesso Integral aos Resultados

Pesquisas mais detalhadas e análises estratégicas podem não ser tão amplamente divulgadas ou acessíveis ao público. Muitas vezes, essas informações são publicadas em revistas acadêmicas, relatórios especializados ou são utilizadas sigilosamente por campanhas e partidos políticos.

5. Tempo e Recursos

Eleitores podem não ter tempo ou recursos para buscar e entender pesquisas mais detalhadas. As pesquisas de intenção de voto são rápidas e fáceis de consumir, enquanto análises mais profundas exigem mais tempo e esforço para serem compreendidas.

6. Educação Política

Esses fatores contribuem para que as pesquisas de intenção de voto sejam mais conhecidas e discutidas pelo público em geral, enquanto pesquisas mais detalhadas sobre estratégias políticas e jogos de poder permanecem menos acessíveis e compreendidas.

Conclusão

Compreender os jogos políticos e as estratégias dos candidatos exige mais do que acompanhar pesquisas superficiais — exige curiosidade, acesso à informação e educação política. Ao ampliar esse olhar, o eleitor se torna mais consciente e capaz de participar ativamente da construção democrática. Que esta série de três artigos tenha sido um convite à reflexão e ao engajamento político mais profundo.

A maioria dos eleitores parece se contentar com o jogo dos percentuais.


A arena eleitoral está aí, quase definida. Os competidores, em sua maioria, estão ganhando seus 15 minutos de fama. Por sua vez, os mais conhecidos ampliam sua presença, usando todos os artifícios para tal. E já são percebidas as articulações, interesses e alinhamentos de forças nas convenções.

A mídia cumpre expõe seguidamente as manifestações de suspeitas e exagera casos isolados, alimentando emoções e sentimentos de todos os tipos. Na maior parte são efêmeras e ocasionais. Algumas tornam-se artificialmente duradouras e periódicas, contudo artificiais e instrumentadas. Essas fornecem sustentação às utopias polarizadas, na expectativa de um dos lados preponderar e transformar-se em realidade.

Determinados veículos da mídia tradicional, arriscam sua credibilidade assumindo e assinando posições arriscadas, batendo pesadamente em adversários reais e virtuais, tanto analógica como digitalmente, desconhecendo-se o efeito dessa atitude na formação do voto.

Esse panorama, assim descrito, não garante segurança para os analistas criarem hipóteses sobre o adensamento das correntezas de pensamento dos eleitores. 

Posto que a opinião pública não se revela, mantendo-se silenciosa, sigilosa, em gestação lenta, escondendo suas intenções e vergonhas, seus likes e dislikes. Poderia ser chamada de opinião oculta.

O contexto deste momento não é retratado pelos meios de comunicação de forma séria e fidedigna, livre de turbulências e fake news. Encontra-se encoberto por camadas de espuma semântica, prestidigitações e percentuais de pesquisas fantasiosas, asfixiando o real discernimento da sociedade.

O que irá acontecer, nas próximas semanas, com essa opinião entocada e comprimida? Eclodirá repentinamente de forma acéfala e caótica? Produzirá um líder com a força e foco de um super-herói? Revelar-se-á cindida e débil pela corrosão das controvérsias? Será um tsunami que se desintegrará na praia desfazendo-se em marolas suaves? Não há resposta.

O fato é que não existe monitoramento informacional real e contínuo, metodologicamente correto, sobre o surgimento, crescimento e consolidação de tendências de atitudes e comportamentos sobre as eleições. Imperativo seria um acompanhamento eficiente, como recurso crucial para o design de cenários estratégicos para uso das lideranças políticas, dos stakeholders e principalmente dos gestores das campanhas. Tendo por beneficiário final, claro, um eleitorado bem informado.

Camadas de espuma semântica, prestidigitações e percentuais de pesquisas fantasiosas arrocham e aprisionam a verdadeira opinião pública.