Como renovar as cidades? Como implantar novos cenários e paisagens? Como melhorar os serviços públicos de saúde, segurança, educação e transporte coletivo? Como aperfeiçoar processos de gestão pública? Como envolver os cidadãos? Como fazer tudo isso sem cair na mesmice?

O debate sobre inovação no planejamento e na gestão urbana torna-se oportuno e indispensável neste momento de revisar tudo: Planos Diretores, Estatuto da Metrópole, Estatuto das Cidades, Planos de Mobilidade e tantos outros. E à luz dos novos conceitos de sustentabilidade urbana: Cidade Inteligente, Cidade Digital, Cidade Verde e assim por diante.

A impossibilidade de inovar todas as dimensões da cidade exige um olhar mais focado nas prioridades, abrangendo todos os tópicos das áreas de segurança, saúde, educação e mobilidade. Mesmo priorizando-as-prioridades, ou seja, concentrando-se em  atuar somente no essencial, há muito a se fazer. Inevitável a dificuldade de "fazer mais com menos", particularmente na saúde e segurança. Abrem-se, então, os portões das cidades para os profissionais competentes dotados de visão criativa, planejadores e gestores públicos aptos para estrategizar e executar. Seu esforço não estaria focado na produção de soluções inovadoras originais, raras, mas na importação e adaptação de boas-práticas exitosas, mesmo se procedentes de cidades do exterior. A troca de experiências para a conhecimento, compreensão, ajuste e aplicação de soluções renovadoras é cada vez mais imprescindível.

Participação do cidadão

Em paralelo, há que se disseminar novos valores à comunidade, angariando-se seu engajamento e estimulando-se a prática da cidadania. Este exercício de se manter cidadão é diário, e se concretiza no desempenho de um papel, por menor que seja, no destino da cidade. Pode ser a execução de uma simples tarefa, como a de separar o lixo ou a defesa de um conceito mais complexo, sobre violência urbana, numa reunião de professores.

A grandeza da missão de renovar as cidades requer a superação de limites. Uma cidade não terá futuro se excluir seus cidadãos desse processo. Não mais pertence e nem mais é da alçada exclusiva do governo, mesmo do municipal. Setores da sociedade precisam se entrelaçar num esforço comum, como os conselhos profissionais, as federações da indústria e do comércio, as universidades, associações e, por que não, as empresas, profissionais liberais, etc. Sem desmerecer os engenheiros de tráfego e suas simulações geo-referenciadas,  por que não integrar,  na busca de soluções de mobilidade, os motoristas de táxi e de ônibus, velhos conhecedores das mazelas do trânsito?

Nos novos tempos, os institutos de planejamento urbano, as secretarias com a mesma finalidade e assemelhados, devem recuperar seu papel e adquirir maior eficiência. As cidades precisam de centros de excelência, enfatizando a pesquisa e o desenvolvimento, que tragam resultados significativos e mensuráveis, mas convivendo com as manifestações técnicas originárias da sociedade civil. E, em dose maior, as manifestações humanas dos seus cidadãos.

O Sr. Lego é um cidadão sem poder de influência sobre sua cidade. Se fosse entrevistado diria:
"sinto-me como se fosse um boneco, nas mãos do governo e vivendo numa cidade fictícia".


Grupos focais (focus groups) realizados com jovens, nas proximidades de eleições, mostram o drama da exposição à violência urbana a que estão submetidos esses cidadãos brasileiros. Sentem-se desprotegidos quando circulam, sozinhos ou acompanhados, nas idas e vindas para a escola ou para o trabalho e nas andanças de lazer e entretenimento. Vivem dois papéis. Como vítimas potenciais, sofrem medo. Como suspeitos, preconceito.

Em todo lugar as mesmas queixas e constatações. Especialmente quando são menores e habitantes de regiões desfavorecidas ou periféricas, afirmam receber tratamento indigno. São vistos com desconfiança tanto por parte de civis quanto pela polícia. No caso da polícia, na  ausência de regras objetivas, informação e treinamento, a abordagem segue a intuição. E essa é influenciada pela aparência, roupa, corte de cabelo, cor da pele, tatuagem, dentre outros sinais. As condições do bairro e da habitação passam também a integrar a classificação.

Na mesma linha, os cidadãos comuns pautam sua conduta em julgamentos preconcebidos. Mantêm distância, aguardam, atravessam a rua para não cruzar com jovens. Quando dirigindo, não é incomum que prefiram avançar o sinal vermelho para não arriscar contato visual ou verbal com algum deles presente nas cercanias.

A causa dessa cautela excessiva entre todos, dessa desumana prevenção, desse receio desmesurado, está na gravidade da situação, que gera um fluxo intermitente de notícias verdadeiras sobre a violência. Violência ininterrupta que tira o gosto pela vida, quando não a própria vida. Violência gritante que coloca o pais no topo vergonhoso das estatísticas mundiais.

Nova eleição se aproxima e o horário eleitoral será palco para a exploração da insegurança das famílias e das comunidades. Eleitores saberão que os candidatos conhecem a demanda e que estão cientes sobre a necessidade de se fazer algo. E, novamente, as tão esperadas propostas de solução para esse descalabro virão. Virão, como sempre, fantasiadas de ... mais módulos... mais viaturas... mais efetivos... mais armamentos... Como se a quantidade de votos fosse proporcional à quantidade prometida. Que tal mais... muito mais inteligência?

Pesquisa: jovens não acreditam no poder do voto para resolver violência contra eles.


Quem irá ocupar a Prefeitura da sua cidade em 2016? Alguém com um perfil considerado ideal por você ou ela ficará à deriva, para ser ocupada a esmo, sem sua participação?

Como regra geral, os líderes da indústria, do comércio e de outros setores apartidários da sociedade civil, comportam-se passivamente, omitindo-se da construção de candidaturas. Assumem a postura de simples eleitores, limitando-se a opinar com base no senso comum, aguardando a proximidade da eleição para escolher o melhor dentre os piores. Você é assim?

As lideranças locais, afastadas da política, principalmente as empresariais, ignoram seu poder de influenciar o lançamento ou a consolidação de candidaturas compatíveis com as necessidades da cidade e com as demandas da comunidade.

O momento, impregnado de insatisfações, é de revisão das formas de fazer política, não há quem discorde. É uma época que exige dos líderes um novo papel: abrir as portas dos grupos fechados que tradicionalmente traçam os destinos da cidade.  Agora, o compromisso é de enfronhar-se e imiscuir-se, desde a origem, na seleção de nomes e no preparo de propostas.  Para mudanças mais profundas na forma de atender os interesses públicos, este é o procedimento a ser assumido pelos protagonistas da nova política.

Orientação por informação

A melhor ferramenta para converter uma cidade em um lugar de paz e progresso é ter um diagnóstico da sua situação urbana e social. Um estudo envolvendo o ponto de vista da própria população é imprescindível para entender como ela sente o lugar onde vive e o que pensa dos seus administradores municipais. O que consideram essencial ser mudado e a forma como gostariam que isso acontecesse. Qual modelo de cidade imaginam e desejam ver.

As pesquisas têm essa característica de prover uma visão referencial orientadora da criação de objetivos e proposições para as cidades. A tendência, hoje, é de ouvir para conciliar e atender os interesses da população, pondo em prática procedimentos comprovadamente eficientes de governança, sustentabilidade, mobilidade, tecnologia e de outras áreas do conhecimento urbano.
Ao se obter um diagnóstico, despontarão nomes de cidadãos talentosos, percebidos como merecedores de respeito, candidatos diferenciados em razão do perfil de competência para consecução de  metas previamente definidas. O caminho para a escolha de um novo prefeito deve ser pavimentado por dados e informações reais e não por palpites ou interesses mesquinhos.

Em 2016, a chance

A maioria dos cidadãos concorda em cem por cento com a ideia de passar a limpo as agendas, praxes, crenças e valores da política. No próximo ano abre-se uma oportunidade para a tão esperada transformação: uma eleição de prefeitos envolvendo 5.570 municípios, espalhados pelos 27 estados brasileiros.

Não se deve ignorar que as pesquisas têm uma missão crucial nesse contexto de 2016: preparar, monitorar e avaliar as expectativas eleitorais, focando especialmente os candidatos e seus planos, desde os primeiros passos. Um destino melhor para uma cidade começa por campanhas racionais, distintas e bem pensadas, a reunir candidatos incisivos, éticos e bem preparados em disputas justas e honestas.

Frequentemente, na etapa preparatória, um punhado de agentes monopolizadores das decisões políticas encobre detalhes cruciais do processo eleitoral, como segredo de estado, excluindo a qualquer custo a participação externa. Constantemente, as lideranças apolíticas acatam esse afastamento induzido, acomodam-se,  omitem-se e deixam de exercer seu poder de defender avaliações, diagnósticos, posições e prognóstico próprios. O desafio está posto.  Contrabalançar, agora, é com você.

Posicionamento, participação e polêmica: receita de democracia eleitoral.



Quando o elogio vem de profissionais competentes, não há como deixar de reproduzir. Eis uma nota que lamenta a ausência, na mídia, de resultados de pesquisas com credibilidade nas últimas eleições municipais.

Pesquisites 
Parece incrível, mas a eleição para prefeito de Curitiba tem mais institutos de pesquisas do que candidatos; e os números são sempre díspares entre si, o que indica que alguns levantamentos podem ser tendenciosos ou manipulados. Faz falta o Instituto Bonilha, liderado por Rogério Bonilha, que durante muitos anos dedicou-se às pesquisas eleitorais do nosso estado, apresentando sempre um elevado grau de confiabilidade e acertos nas suas tabulações.Possui expressivo conhecimento na área de comunicação no que tange ao marketing e consultoria, bem como amplo relacionamento com ícones de diversos setores empresariais.(Pierpaolo Nota – jornalista).

Mídia destaca credibilidade das pesquisas com a grife Bonilha



O que estão chamando de crise é a imbricação de dois componentes: a situação econômica periclitante, em que os brasileiros foram colocados, com o seu perfil psicológico abalado, afetado em suas crenças e valores. Em democracias bem consolidadas, o caminho natural para mitigar crises é o acerto na escolha dos dirigentes do país.  Mas, por aqui, a um ano de uma nova uma eleição, antevê-se um quadro de generalizada suspeição, um pleito marcado pela imprevisibilidade.

A indecisão tomou conta das mentes dos eleitores que votavam ponderadamente, levando-os ao desatino e ao desvario. O desgosto e a depressão arrebataram os corações daqueles cidadãos que votavam levados pela emoção de uma boa escolha.  Os motivos para tais transtornos já estão se tornando "clássicos" na política brasileira: desconfiança nos candidatos e nos seus apoiadores (todos mentem, são desonestos e incompetentes em maior ou menor escala), desconfiança nas propostas e na propaganda eleitoral (os eleitores aprenderam o conceito depreciativo de marketing político), desconfiança na mídia (reconhecem que tanto os canais digitais como os tradicionais estão comprometidos com as intenções deste ou daquele candidato), desconfiança nas urnas eleitorais (são programadas para tirar o voto de um e passar para outro), desconfiança nos partidos (dezenas deles, pulverizados para confundir o eleitor) e desconfiança nas pesquisas (são manipuladas a favor ou contra).

A tendência de avaliar toda atividade política pelo lado ruim beira o non sense. Abrange até mesmo os parentes, amigos, vizinhos ou colegas (compartilham descrenças semelhantes, portanto são portadores de informações pouco confiáveis). As próprias manifestações públicas não ficam a salvo: tornam-se alvo do descrédito (os cidadãos estariam indo às ruas, ingenuamente, servindo ao propósito de algum partido ou justificando a ação de algum grupo de poder?). Soma-se a isso tudo a certeza de que a mudança de governo, seja qual for e por qual meio ocorra, não terá consequências imediatas ou profundas e, se um dia vier a acontecer, pouco beneficiará suas vidas. Perdura uma forte suspicácia, quase anárquica, de que o governo não serve para nada, não serve a ninguém, exceto a si mesmo.

Em 2016, mais um ciclo se completará. No dia da eleição, implacáveis, irritados e ressentidos, os eleitores estarão frente à urna, decidindo se irão reciclar os personagens da política por meio do voto branco, do voto nulo ou do voto em "qualquer desconhecido" ou se darão sobrevida "aos mesmos".

Milhões de eleitores desiludidos farão a escolha dos novos gestores das cidades em 2016.


Novos governantes! A movimentação nos campos políticos locais inicia-se bem antes do que o eleitor médio imagina. Começando pela confrontação dos nomes com potencial para concorrer. Todos os candidatos, todos os partidos e todos os grupos com impulso politico empregam a pesquisa como a forma mais segura de monitorar o potencial de cada pré-candidato, preferências, clima da disputa e o humor do eleitorado. Impossível delinear qualquer estratégia sem pesquisa, a ferramentas de trabalho vital para o planejamento das ações eleitorais.

Mais sofisticadas, as pesquisas não mais se limitam a buscar percentuais de intenção de voto. A incorporação de inteligência de gestão nas campanhas, por profissionais egressos de cursos de administração e de gestão pública, de marketing e de psicologia, estão impondo uma nova formatação técnica para essa atividade. A orientação puramente inspiracional ou determinada pela experiência personalista está se tornando uma prática superada.

Novidades trazidas do competitivo mundo empresarial, como as plataformas de gestão, sistema de indicadores e modelos estatísticos preditivos, cada vez mais aperfeiçoados, aportam nas corridas eleitorais. E, colaborando com esses recursos, surgem novas modalidades de pesquisas para a aprimorar o conhecimento e a compreensão do comportamento eleitoral, a exemplo do que acontece nos países mais desenvolvidos.

O eleitor preocupa-se com as opções que lhe são apresentadas para conceder seu voto. Não tem interesse em conhecer o que ocorre no interior das campanhas. Exige, sim, uma oferta de candidatos confiáveis e propostas condizentes com suas necessidades. Exatamente o que os novos gestores de campanha, muitos deles jovens profissionais éticos e idealistas, pretendem oferecer, incorporando paradigmas de inovação e eficiência que poderão ser transpostos para as futuras administrações.

Candidatos poderão ter campanhas mais alinhadas com a vontade popular: basta pesquisar.