Quem está compondo a lista de desejos para os próximos meses, não pode desprezar a pessoa jurídica. Ela também merece uma atenção especial: algumas aquisições para ampliar sua competitividade em 2016. No caso, informação nunca é demais.

Seguem algumas sugestões de pesquisas de mercado que poderão ajudar a empresa a ganhar mais saúde financeira e felicidade corporativa.

OFERTA
Estudos setoriais e de segmentação
Viabilidade de novos projetos e empreendimentos
Desenvolvimento e receptividade a novos produtos ou serviços
Relançamento de produtos ou serviços
Teste de protótipos, modelos ou mock-ups
Monitoramento da concorrência
Prospecção de pontos de venda e localização ideal
Perfil de público-alvo: clientela atual, ex-clientes e potenciais
Tracking de tendências

DEMANDA
Comportamento de compra
Preferência por empresas e produtos
Imagem e desempenho junto ao mercado
Relacionamento, centralidade e satisfação do cliente
Qualidade de produtos e serviços
Degustação de produtos
Perfil social, econômico e demográfico de públicos-alvo
Sensibilidade a preço e mix de produto
Teste de usabilidade
Tracking de tendências

COMUNICAÇÃO E PUBLICIDADE
Avaliação de campanhas e peças publicitárias (pré-teste, disaster-check e pós-teste)
Recall de comerciais
Imagem corporativa
Posicionamento de marca
Teste de conceito
Seleção de nomes comerciais e marcas
Teste de embalagens e de comunicação visual
Consumo de mídia
Perfil social, econômico e demográfico de consumidores de mídia
Tracking de publicidade

VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO
Avaliação de sites, jornais, revistas, programas de rádio e televisão
Pré-teste de produtos editoriais
Comportamento de consumo de mídia on-line e off-line
Satisfação dos consumidores de mídia
Comportamento de anunciantes

AMBIENTE CORPORATIVO
Clima organizacional
Satisfação com serviços internos
Funcionalidade de cenários arquitetônicos

BUSINESS TO BUSINESS
Estudos envolvendo empresas buscando insights de valor para clientes corporativos

Pessoa jurídica merece um espaço na lista de desejos 2016



Tudo muda rápido, não é mesmo? A expressão feliz ano novo estava a ganhar sentido para milhões de brasileiros beneficiados pela política econômica que os puxou para cima da linha da pobreza. A frase anteriormente repetida mecanicamente passou a ser verdadeira para muita gente. A felicidade existia e se amparava no consumo. Mas tristeza não tem fim, felicidade sim, como dizia o poeta.

Já em 2014, por ocasião da 15ª. Reunião do Conselho Consultivo do World Trade Center (WTC), Maurício Molan, economista-chefe do banco Santander, em seu diagnóstico das tendências e perspectivas para 2014/2015, alertava sobre a necessidade de imediato ajuste econômico, logo após a eleição presidencial, que, mesmo assim, não livraria o PIB de um sério comprometimento. No evento, Rogerio Bonilha alertou para o fato de que as pesquisas de opinião estavam sinalizando crescente preocupação dos eleitores e consumidores com a queda do poder de compra, alta de preços e endividamento das famílias, embora os índices de inadimplência fossem relativamente baixos. Em resposta a Bonilha, Molan ponderou que, de fato, a inflação estava já impactando negativamente o modelo de desenvolvimento baseado no consumo e que a inadimplência tenderia a se ampliar.

O fato é que as medidas impopulares, apregoadas pelos economistas mais sagazes do país, não foram tomadas naquele ano eleitoral e, infelizmente, na sequencia, decisões econômicas mais efetivas não aconteceram. No seu lugar, descontentamento e raiva nas ruas e na mídia social.

As pesquisas de opinião continuam a denunciar uma realidade preocupante: os entrevistados revelam temor ao desemprego e dificuldade frente a elevação de preços, especialmente dos constatados nos supermercados. Agora os sorrisos vão se dissipando e o sentido da frase feliz ano novo vai novamente se desvanecendo.

A sonhada tríade trabalho-família-vida perde seu equilíbrio e volta a ter como principal pilar apenas a labuta diária.

Sintoma da crise: Wal-Mart fecha lojas e consumidores acotovelam-se para obter alimentos a preço baixo.


O eleitor é perseguido pelos percentuais das pesquisas. Sua reação vai da aceitação passiva dos resultados à rejeição raivosa. Essa gama de comportamentos eclode a cada divulgação de um ou dois percentuais de uma ou duas pesquisas. Tão poucas e ruins para a formação de um juízo. Definhadas, mirradas e ressequidas - sem o vigor dos estudos sérios, daqueles de circulação restrita, reservados aos iniciados e aos estrategistas políticos.

Na direção dos eleitores, disparam-se estímulos numéricos suficientes somente para provocar suas emoções e engajá-los num rude e rudimentar jogo eleitoral. Tornam-se pateticamente confusos, pasmados diante do sobe e desce dos percentuais, que dançam conforme as conveniências dos disputantes, da mídia e dos grupos de poder. São pesquisas metodologicamente precárias, carentes de rigor científico, marcadas tanto pelos disparates técnicos quanto pelos disparatados resultados.

Necessárias, as pesquisas precisam ser mais amplas, profundas, ricas em detalhes, bem documentadas. Não apenas para registro, mas para divulgação, a ficha técnica é essencial: como foi realizada, quando, qual é a sua validade, quem patrocinou e onde o arquivo completo dos resultados integrais pode ser facilmente acessado. Como se fosse um rótulo detalhado. A cobertura da mídia, por sua vez, deveria valorizar esses aspectos da produção do estudo, indo além da simples publicação dos resultados principais. E um cuidado ético especial impõe-se: evitar a mistura do estilo jornalístico com o teor publicitário.

Outras organizações, não dois ou três institutos privados deveriam integrar o rol dos produtores de levantamentos eleitorais, como as universidades, seguindo o exemplo das instituições estrangeiras.

Ao iniciar-se o ano eleitoral, poucas mudanças são constatadas. A diferença assenta-se no potencial punitivo da Justiça Eleitoral, a observar a má fé ou a má feitura das pesquisas eleitorais. Mal intencionadas ou mal conduzidas acabam conquistando um espaço significativo, dificultando o discernimento do eleitor que vê na pesquisa mais uma fonte de informação para nortear sua decisão.

O controle de qualidade das pesquisas, hoje, é tímido e limitado. Poderia ser aberto a terceiros especializados nessa função, como as empresas de auditoria. Os tribunais eleitorais deveriam ser assessorados, durante todo o ano eleitoral, por um comitê técnico, integrado pela associação dos institutos de pesquisa, por professores da universidade e representantes do conselho de estatística. Seria uma medida inteligente, democrática, mais evoluída do que a proibição, censura ou remediação tardia.

Do jeito que o eleitor já conhece. E não gosta.